Motorista de aplicativo de Anápolis pede ajuda para sustentar esposa e três filhos após perder tudo em acidente

Desde os 9 anos, Adriano lutou para conquistar as próprias coisas. Mas hoje, pede suporte para ter condições de colocar comida na mesa

Davi Galvão Davi Galvão -
Adriano ainda carrega sequelas do grave acidente sofrido. (Foto: Arquivo Pessoal) motorista
Adriano ainda carrega sequelas do grave acidente sofrido. (Foto: Arquivo Pessoal)

Adriano Sousa nunca teve medo de trabalhar. Nascido em Anápolis e morador da Jaiara há 44 anos, foi com o pai, o saudoso Sebastião Sousa Silva, que ele aprendeu o surpreendentemente complicado ofício de ser motorista de carreta, ainda aos nove anos. De lá para cá, atuou atrás do volante de caminhões-cegonha pelo Brasil, foi motorista da Quebec, vigilante, motorista de aplicativo e o que mais fosse necessário para prover o sustento da família.

Paixão de Adriano sempre foi trabalhar com carretas e caminhões. (Foto: Arquivo Pessoal)

Paixão de Adriano sempre foi trabalhar com carretas e caminhões. (Foto: Arquivo Pessoal)

Porém, por mais disposição e esforço que tenha, o que ele hoje pede à população anapolina é suporte para poder voltar a ter condições de colocar comida na mesa. Literalmente.

“Já faz dois dias que eu estou sem comer. É uma situação muito sofrida. Você querer ajudar sua família, seus filhos, sua esposa, mas não ter condições”, desabafou em meio ao choro contido.

Os acidentes

Toda essa luta e os diversos “bicos” sofreram um doloroso e quase fatal revés em novembro de 2023. A caminho do trabalho em sua motocicleta, Adriano foi atropelado por um caminhão.

O acidente resultou em diversos ossos quebrados, perda de parte do nariz e um coágulo na cabeça. Com uma das pernas esmagada e permanentemente paralisada, ele não pôde mais seguir com a vida ativa que levava.

“Faço tratamento até hoje por conta das sequelas, mas assim que me recuperei o suficiente, perguntei ao meu médico se poderia pelo menos trabalhar com aplicativo para não ficar totalmente parado. Ele autorizou, e investi em um veículo automático por causa da perna”, relembrou.

Ferimentos deixados pelo acidente. (Foto: Arquivo Pessoal)

Ferimentos deixados pelo acidente. (Foto: Arquivo Pessoal)

E foi justamente trabalhando, enquanto levava três passageiros da Praça Bom Jesus até a Jaiara, que mais uma tragédia ocorreu.

Uma motorista, que não respeitou a parada obrigatória, colidiu contra o recém-adquirido veículo de Adriano. Ela prometeu arcar com os custos, mas o dinheiro nunca chegou.

Solidariedade

Sem condições de pagar pelo conserto do carro — já que o ofício de motorista era seu “plano B” por não conseguir desempenhar outras atividades físicas —, Adriano passou a depender de sua fé inabalável, além de ajudas e doações.

Tudo isso para sustentar a si, a esposa e o filho Enzo, de quatro anos. Foi nesse momento que os anos de trabalho renderam frutos inesperados.

“Graças a Deus tive bons patrões e chefes nas várias empresas por onde passei, que vêm me ajudando e apoiando. Isso sem falar dos amigos e da igreja, que foram quem seguraram a barra nos últimos meses”, contou.

Porém, com o nascimento dos gêmeos Havy e Levy no último mês, Adriano resolveu abrir uma ação social com o objetivo de angariar fundos e voltar a ser o provedor do lar.

“O custo é alto. Só a fórmula dos bebês, que são prematuros, custa quase R$ 200 por mês. Ainda tem hospital, tratamento, fisioterapia, mercado e contas. Eu não quero que simplesmente me entreguem tudo; eu quero poder voltar a dar à minha família o que ela precisa. Não estou pedindo dinheiro apenas por pedir. Claro, se tocar o coração de alguém e quiserem doar, agradeço muito. Mas se houver algum lanterneiro, mecânico ou alguém que possa consertar o carro ou ajudar de qualquer forma, eu não tenho nem palavras”, concluiu, exausto.

Adriano costumava atuar como motorista de caminhões cegonhas. (Foto: Arquivo Pessoal)

Adriano costumava atuar como motorista de caminhões cegonhas. (Foto: Arquivo Pessoal)

Como ajudar

Qualquer ajuda, doação ou contato pode ser feito através do telefone (62) 99227-5434 (chave PIX em nome de Márcia Rosa).

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Davi Galvão

Davi Galvão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua como repórter no Portal 6, com base em Anápolis, mas atento aos principais acontecimentos do cotidiano em todo o estado de Goiás. Produz reportagens que informam, orientam e traduzem os fatos que impactam diretamente a vida da população.

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