Hélio Araújo, do PL, e Elber Sampaio, ex-PSOL, podem ser absolvidos da acusação de rachadinha após acusador fazer confissão

Em novo depoimento, ex-servidor da Câmara de Anápolis diz que estava de cabeça quente por discordar do valor da rescisão

Danilo Boaventura Danilo Boaventura -
Hélio Araújo, do PL, e Elber Sampaio, ex-PSOL, podem ser absolvidos da acusação de rachadinha após acusador fazer confissão
Hélio Araújo, ex-vereador de Anápolis. (Foto: Ismael Viera/TV Câmara)

Uma reviravolta pode encerrar o processo que apura a suposta prática de “rachadinha” envolvendo o vereador Hélio Araújo (PL) e o ex-chefe de gabinete Elber Sampaio, que já foi do PSOL.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) recomendou a absolvição sumária dos dois após o ex-assessor Sinval Cavalcante Júnior, autor da denúncia, confessar em um novo depoimento que agiu de “cabeça quente”.

A apuração do Portal 6 teve acesso ao parecer do promotor de Justiça Eliseu Antônio da Silva Belo, que detalha a mudança de versão e seus impactos jurídicos.

Sinval Cavalcante Júnior, em uma declaração formal acompanhada por seu advogado, retratou-se da acusação original, afirmando que as doações que fazia eram espontâneas e não resultado de coação.

Ele admitiu que a sua motivação para a denúncia foi um desentendimento sobre valores rescisórios, que ele considerava inadequados.

Essa confissão esvaziou o suporte probatório da denúncia, levando o MPGO a concluir que não existem mais elementos mínimos para sustentar a pretensão punitiva contra Hélio Araújo e Elber Sampaio, uma vez que as provas testemunhais e os registros de conversas não demonstram qualquer tipo de ordem ou exigência de valores.

Elber Sampaio, ex-PSOL, era chefe de gabinete de Hélio Araújo, do PL. (Foto: Reprodução)

Diante da nova narrativa, o promotor de Justiça não apenas pediu o fim da ação contra o vereador e seu ex-chefe de gabinete, mas também determinou a abertura de um novo inquérito policial.

Desta vez, o alvo é o próprio Sinval Cavalcante Júnior, que agora pode responder pelo crime de denunciação caluniosa.

Assim, o que começou como uma grave acusação de corrupção se transforma, ironicamente, em um provável problema judicial para o acusador.

Danilo Boaventura

Danilo Boaventura

Jornalista graduado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), pós-graduado em Docência em Comunicação pela Faculdade Cidade Verde (PR) e mestrando em Marketing Político pela Universidad del Salvador, de Buenos Aires.

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