Mesmo com mais escolaridade, mulheres recebem quase 40% menos que homens em Goiás

Dados do IBGE mostram que redução da disparidade salarial continua sendo desafio no estado

Ícaro Gonçalves -
Carteira de Trabalho e Previdência Social
Carteira de Trabalho e Previdência Social (Foto: Agência Brasil)

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acendem alerta para os desafios e discriminações ainda enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho em Goiás.

Segundo números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), os homens goianos ainda ganham, em média, quase 40% a mais que as mulheres, mesmo com elas possuindo maiores níveis de escolaridade.

O levantamento leva em consideração estatísticas de 2025. Até dezembro, a média salarial para o sexo masculino era de R$ 4.129, enquanto as mulheres ficaram com R$ 2.957, uma diferença de 39,6%.

Em comparação, a menor diferença salarial registrada em Goiás foi em 2017, quando os homens ganhavam 27,1% a mais. A discrepância no estado é historicamente maior que a média nacional, que tem apresentado índices em queda nos últimos anos.

Em 2025, em nível nacional, a diferença entre os gêneros era de 26,7%, com eles ganhando R$ 3.943 e elas R$ 3.113.

Mulheres mais escolarizadas, mas ainda desvalorizadas

Curiosamente, os dados do IBGE mostram que as mulheres goianas são maioria nos níveis de ensino mais altos: 51,7% têm ensino médio completo, 50,7% superior incompleto e 57,9% superior completo.

Já os homens predominam nos níveis de ensino fundamental e médio incompleto.

Apesar das discrepâncias, um ponto positivo revelado pela PNAD Contínua foi a queda da diferença entre taxas de desemprego considerando ambos os sexos.

No ano passado, 5,2% das goianas estavam desempregadas, enquanto os homens somavam 4,2%. No ano anterior, 2024, a diferença era maior: o desemprego afetava 7,5% das mulheres e 3,8% dos homens.

Na prática, isso significa que mulheres estão tendo mais acesso ao mercado de trabalho, embora reduzir a disparidade salarial continue sendo um desafio central para Goiás e para o país.

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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