Após resultado de DNA, mulher processa as irmãs por R$ 142 milhões
Um teste comum feito por uma simples curiosidade familiar acabou abrindo portas para uma inesperada disputa judicial
Um teste de DNA realizado por curiosidade acabou desencadeando uma disputa judicial milionária nos Estados Unidos.
O caso envolve uma jovem que descobriu, por meio de um exame genético, a existência de duas irmãs biológicas que ela nunca havia conhecido.
O que inicialmente parecia um reencontro familiar inesperado rapidamente se transformou em um processo judicial envolvendo uma indenização milionária equivalente a cerca de R$ 142 milhões.
A história começou quando Carmen Thomas, de 28 anos, moradora de Massachusetts, decidiu realizar um exame de ancestralidade oferecido pela empresa de biotecnologia 23andMe.
O resultado revelou que ela possuía duas meias-irmãs, Kali e Abigail Brown. As jovens eram filhas de Joe Brown, homem que Thomas acreditava também ser seu pai biológico.
Joe havia falecido em 2018 após sofrer um aneurisma da aorta que não foi diagnosticado a tempo enquanto era atendido no Salem Hospital.
Após a morte de Joe, a família Brown entrou com uma ação por negligência médica contra o hospital. O processo alegava que a demora no diagnóstico contribuiu diretamente para o agravamento do quadro e, consequentemente, para a morte do paciente.
Em abril de 2023, um júri decidiu a favor da família e determinou o pagamento de uma indenização de US$ 28,8 milhões. A decisão judicial ocorreu apenas algumas semanas depois de Thomas entrar em contato com as irmãs que havia descoberto recentemente por meio do teste genético.
Ao tomar conhecimento da compensação financeira, Thomas decidiu recorrer à Justiça para reivindicar parte do valor, argumentando que também seria filha de Joe Brown e, portanto, teria direito a parte da indenização.
A família contestou a alegação e classificou o processo como infundado. Segundo declarações registradas em documentos legais e relatadas por veículos como o The Wall Street Journal e o New York Post, os advogados das irmãs afirmaram que a ação foi apresentada fora do prazo legal e sem provas suficientes da relação familiar.
No fim, o tribunal decidiu a favor das irmãs Brown, encerrando a disputa judicial e mantendo a indenização integral com a família que originalmente processou o hospital.
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