A vila brasileira sem asfalto nem postes onde a lua ilumina uma das praias mais bonitas do mundo

Vilarejo no Ceará mantém ruas de areia e iluminação discreta, preservando paisagens naturais que atraem turistas do mundo inteiro

Gabriel Dias Gabriel Dias -
A vila sem asfalto e postes de luz onde a lua ilumina uma das praias mais bonitas do mundo
(Foto: Reprodução/Prefeitura)

Entre dunas móveis, lagoas cristalinas e praias de mar aberto, existe uma vila no Ceará onde as ruas continuam cobertas de areia, e a iluminação pública tradicional não existe.

Esse lugar é Jericoacoara, conhecido internacionalmente por suas paisagens naturais e pelo estilo de vida simples, que contrasta com sua fama mundial.

O destino ganhou projeção em 1984, quando o jornal norte-americano The Washington Post incluiu a praia entre as dez mais bonitas do planeta.

Quatro décadas depois, o antigo vilarejo de pescadores se transformou em um dos principais destinos turísticos do Brasil.

Em 2024, o Parque Nacional de Jericoacoara recebeu mais de 1,5 milhão de visitantes, tornando-se o terceiro parque nacional mais visitado do país.

O nome Jericoacoara tem origem no tupi e costuma ser traduzido como “toca das tartarugas”. Durante muito tempo, a vila permaneceu isolada, sem energia elétrica, telefone ou acesso por estrada. Quem queria chegar ao local precisava enfrentar longas caminhadas pelas dunas ou seguir pelo mar.

A paisagem começou a ser protegida oficialmente em 1984, quando foi criada uma Área de Proteção Ambiental ao redor da vila.

Anos depois, em 2002, parte dessa área passou a integrar o Parque Nacional de Jericoacoara, que hoje possui cerca de 8.850 hectares administrados pelo ICMBio.

Mesmo com o crescimento do turismo, algumas características continuam preservadas. A rede elétrica chegou apenas em 1998 e foi instalada por meio de cabos subterrâneos, já que postes são proibidos para manter a paisagem natural, especialmente durante a noite.

Outra particularidade é o acesso controlado. Carros particulares não circulam dentro da vila, e os últimos 15 quilômetros da viagem precisam ser feitos em veículos 4×4 ou nas tradicionais jardineiras que cruzam as dunas.

Entre os pontos mais visitados estão a Pedra Furada, formação rochosa esculpida pelo vento e pelo mar, e a famosa Duna do Pôr do Sol, onde turistas se reúnem todos os dias para assistir ao sol desaparecer no horizonte do oceano.

As lagoas da região também fazem parte do roteiro obrigatório. A Lagoa do Paraíso, conhecida pela água transparente e pelas redes dentro da água, é um dos locais mais procurados. Já a Lagoa Azul oferece um ambiente mais simples e rústico, cercado por dunas.

Além das paisagens, a gastronomia local também atrai visitantes. Pratos com frutos do mar dominam os cardápios, como camarão servido no coco, lagosta grelhada e diferentes versões de tapioca.

Com clima quente durante todo o ano e ventos fortes no segundo semestre, a região também se tornou referência mundial para a prática de kitesurf e windsurf.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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