Falso advogado condenado por estelionato volta a ser alvo de denúncias em Anápolis
Idosa alegou que "Campinho" cobrou R$ 4,8 mil para liberar aposentadoria que já estava disponível
O dentista Gilberto de Araújo Campos, que já foi condenado por estelionato ao se passar por um advogado em Anápolis, em 2023, voltou a ser alvo de denúncias nesta segunda-feira (16).
Desta vez, quem diz ter sido vítima é uma idosa de 69 anos, frequentadora do Centro de Convivência de Idosos (CCI) de Anápolis. Teriam sugerido a ela que falasse com Gilberto quando comentou que estava com o processo de aposentadoria em andamento.
Ela, então, foi até o endereço do suposto escritório do profissional. Ali, ele teria solicitado os dados de acesso do perfil Gov.br dela, que ela forneceu.
Para a idosa, o advogado verificou que o benefício já estava liberado quando acessou o sistema. Mesmo assim, teria cobrado R$ 4.860 para liberar a aposentadoria – sem mencionar, em nenhum momento, que ela já estava disponível.
Segundo a vítima, o pagamento dos honorários precisaria ser em espécie. Por isso, ela teria ido até a agência bancária em três dias diferentes, sacando vários valores até atingir a quantia total. Ela ainda alega que não recebeu qualquer recibo ao efetuar o pagamento.
O caso foi denunciado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (Deai), que fica responsável por apurar a forma como as coisas aconteceram e tomar as devidas providências.
Gilberto apresenta uma versão diferente. Ele afirmou, em nota ao Anápolis Notícias, que a idosa esteve no escritório dele acompanhado de uma conhecida, relatando dificuldades para conseguir o benefício. Ele diz que firmou um contrato com testemunhas e que houve acompanhamento administrativo por meses até a concessão.
Além disso, alega que, após a liberação do benefício, uma terceira pessoa teria entrado em contato com a idosa solicitando pagamentos via Pix. Por fim, defende que possui documentos que comprovam a prestação do serviço.
Relembre
Conhecido como “Campinho”, Gilberto de Araújo Campos foi condenado a dois anos e cinco meses de reclusão por estelionato. A sentença foi emitida em setembro de 2023, depois de 26 denúncias acumuladas.
O dentista se apresentava como advogado especialista em direito previdenciário, fazendo orientações, requerimento de benefício e busca de documentos em órgãos públicos.
Em um dos casos da época, uma idosa relatou que conseguiu se aposentar porque já tinha direito ao benefício, mas que Gilberto passou a cobrar dela o equivalente a 30% do valor da aposentadoria, durante três anos.
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