Mãe denuncia que filha de 12 anos foi abusada no CEPI José Ludovico de Almeida, em Anápolis
Responsável relata o episódio em que a filha teria levado "chupões" de uma colega de classe dentro do banheiro feminino

Mais um caso envolvendo um suposto caso de violência sexual ocorrido no Centro de Ensino em Período Integral (CEPI) José Ludovico de Almeida foi denunciado ao Portal 6 na última quinta-feira (19).
Em entrevista concedida em anonimato, a mãe de uma menina de 12 anos, que estudava na unidade, relatou o episódio em que a filha teria levado chupões de uma colega de classe dentro do banheiro feminino do colégio.
Segundo a mãe, a violência teria ocorrido no último dia 11 de março e descoberto pela família após a menina apresentar alteração no comportamento. A gestão escolar, porém, não soube explicar como ocorreu o episódio.
Entenda o caso
A mãe relata que a filha passou mal na escola naquele dia, tendo vomitado após ingerir um chá fornecido sem autorização da família. Logo após o fato, a criança começou a demonstrar sinais de nervosismo.
A mãe também percebeu que ela usava mais roupas do que de costume, como se tentasse encobrir algo.
Ao pedir para verificar o corpo da filha, ela notou hematomas na região dos seios e também no braço da garota. Ela dizia ter sido apenas uma queda da cama, mas após confortar a filha e pedir que contasse a verdade, a revelação veio.
“Ela falou: “Mãe, uma colega do nono ano me chupou dentro do banheiro. Eu tava brincando na hora do recreio e fui no banheiro. E aí essa menina falou que ia junto. Eu entrei para fazer xixi, ela virou para mim e falou: “Deixa eu te chupar”. Eu falei não”, descreveu o relato da filha.
Ainda segundo a denunciante, a adolescente responsável pela agressão seria por volta de quatro anos mais velha que a filha.
“Se você não deixar eu te chupar, você não vai fazer xixi”. E fez o chupão nela e fez na colega dela também. As duas são da mesma idade, 12 anos, e essa menina [agressora] já tem uns 15, 16″, disse a mãe.
Ao descobrir todo o ocorrido, a família da menina registrou a ocorrência junto ao Conselho Tutelar e à Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), buscando proteção e acompanhamento para a filha.
Sem respostas
Após o caso, a responsável pela criança, juntamente com outros pais, buscou confrontar a gestão escolar, solicitando justificativas para a falta de supervisão dos estudantes nos horários de recreio.
As justificativas, porém, não vieram. “Cheio de pais para conversar com a diretora, aí ela simplesmente chega lá no portão e fala: “Gente, volta à tarde porque eu não consigo atender todos vocês agora”, relembrou a mãe.
“Todas as perguntas que foram feito para ela, ela não soube responder. Ninguém falava nada, ninguém dava justificativa de nada. Foi uma reunião para poder falar não sei de quê. Porque eles passaram maior vergonha, os pais saíram mais frustrados do que entraram”, desabafou ela.
Sem explicações, a saída encontrada pela mãe foi transferir a menina de escola.
Com toda documentação sobre o caso, incluindo Boletim de Ocorrência, laudo do IML e encaminhamentos do Conselho Tutelar, a família agora aguarda respostas e responsabilização por parte da escola.
Com o novo relato, já são três denúncias envolvendo o colégio em menos de um mês, levando em consideração o relato de estupro de um garoto autista e de que uma adolescente teria sido proibida de usar banheiro em colégio de Anápolis após boatos de ser transexual.
Posicionamento
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação de Goiás (Seduc).
Em nota, a pasta informou que tem prestado suporte à família e que realizou os encaminhamentos necessários à rede de proteção social.
Informou também que a unidade escolar acompanha a situação, mantendo contato direto com os responsáveis pela estudante.
Confira a nota da Seduc na íntegra:
Em atenção à solicitação de informações sobre ocorrência envolvendo uma estudante do Colégio Estadual em Período Integral (Cepi) José Ludovico de Almeida, de Anápolis, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc/GO) responde:
– A equipe gestora verificou que a estudante compareceu à escola nos dias 10 e 11 de março regularmente. Já no dia 13 de março, ao identificar a ausência da estudante, a equipe gestora comunicou imediatamente aos responsáveis pela matrícula;
– É importante destacar que por se tratar de uma unidade escolar integral de 9 horas a equipe gestora comunica os responsáveis sempre que um estudante não está presente na escola.
– Desde então, a equipe multidisciplinar foi acionada para prestar suporte à família e realizar os encaminhamentos necessários à rede de proteção social, caso haja necessidade. A unidade escolar acompanha a situação de forma próxima, mantendo contato direto com os responsáveis pela estudante;
– A Seduc/GO, por meio da Coordenação Regional de Educação (CRE) de Anápolis, também acompanha o caso e as ações das autoridades competentes, além de adotar providências para que a estudante retome, o mais breve possível, suas atividades educacionais.
Secretaria de Estado da Educação – Governo de Goiás
Siga o Portal 6 no Instagram: @portal6noticias e fique por dentro das últimas notícias de Anápolis!








