Pouca gente sabe, mas tomar banho diariamente pode ser mais hábito do que necessidade para o corpo
Especialista questiona a necessidade do banho diário e aponta que hábito pode estar mais ligado ao conforto do que à saúde

Em meio à rotina acelerada e à busca constante por higiene, uma pergunta simples ainda divide opiniões: afinal, é mesmo necessário tomar banho todos os dias?
A prática, comum para grande parte das pessoas, pode não ser tão essencial quanto se imagina. Especialistas apontam que, em muitos casos, o banho diário está mais ligado ao bem-estar e à estética do que propriamente à saúde.
A pele, considerada o maior órgão do corpo humano, funciona como uma barreira natural contra agentes externos. Além disso, abriga um conjunto complexo de microrganismos — conhecido como microbioma — que desempenha papel importante no equilíbrio do organismo.
- Árvore cai e bloqueia trânsito em rua no Centro de Goiânia
- Leandro Vilela diz que herdou Aparecida “abandonada” por Vilmar Mariano e detalha regularização no Aterro Sanitário
- Empresa de Anápolis é condenada a pagar indenização por assédio sexual após falas de supervisor a funcionária: “essa noite teve”
Em entrevista à CNN, o médico e pesquisador James Hamblin, professor da Escola de Saúde Pública de Yale, afirma que o excesso de limpeza pode interferir nesse equilíbrio.
Ele defende que o uso frequente de sabonetes e banhos quentes pode remover óleos naturais da pele e alterar temporariamente esse ecossistema.
Na avaliação do especialista, ensaboar o corpo inteiro diariamente não é uma exigência médica, mas sim uma escolha pessoal. “É uma prática muito mais cosmética e recreativa do que necessária para a saúde”, afirma.
Isso não significa abandonar hábitos básicos de higiene. Lavar as mãos, por exemplo, continua sendo essencial para evitar a transmissão de doenças.
A diferença está na forma como se entende o banho completo, que muitas vezes é mais associado à sensação de limpeza e conforto.
Outro ponto levantado por Hamblin é a influência do marketing. Produtos de higiene pessoal, embora amplamente divulgados como indispensáveis, nem sempre apresentam diferenças significativas entre si. Em muitos casos, variam apenas em fragrâncias e aspectos sensoriais.
Além disso, a pandemia de Covid-19 reforçou hábitos mais rigorosos de limpeza, reduzindo temporariamente o interesse pelo estudo do microbioma da pele. Agora, segundo o especialista, esse olhar mais equilibrado começa a retornar.
No fim das contas, não existe uma regra universal. A frequência ideal do banho depende do estilo de vida, do clima, das atividades diárias e das preferências individuais.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!






