Pouca gente sabe, mas tomar banho diariamente pode ser mais hábito do que necessidade para o corpo

Especialista questiona a necessidade do banho diário e aponta que hábito pode estar mais ligado ao conforto do que à saúde

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Tomar banho diariamente pode ser mais hábito do que necessidade
(Foto: Reprodução/Pexels)

Em meio à rotina acelerada e à busca constante por higiene, uma pergunta simples ainda divide opiniões: afinal, é mesmo necessário tomar banho todos os dias?

A prática, comum para grande parte das pessoas, pode não ser tão essencial quanto se imagina. Especialistas apontam que, em muitos casos, o banho diário está mais ligado ao bem-estar e à estética do que propriamente à saúde.

A pele, considerada o maior órgão do corpo humano, funciona como uma barreira natural contra agentes externos. Além disso, abriga um conjunto complexo de microrganismos — conhecido como microbioma — que desempenha papel importante no equilíbrio do organismo.

Em entrevista à CNN, o médico e pesquisador James Hamblin, professor da Escola de Saúde Pública de Yale, afirma que o excesso de limpeza pode interferir nesse equilíbrio.

Ele defende que o uso frequente de sabonetes e banhos quentes pode remover óleos naturais da pele e alterar temporariamente esse ecossistema.

Na avaliação do especialista, ensaboar o corpo inteiro diariamente não é uma exigência médica, mas sim uma escolha pessoal. “É uma prática muito mais cosmética e recreativa do que necessária para a saúde”, afirma.

Isso não significa abandonar hábitos básicos de higiene. Lavar as mãos, por exemplo, continua sendo essencial para evitar a transmissão de doenças.

A diferença está na forma como se entende o banho completo, que muitas vezes é mais associado à sensação de limpeza e conforto.

Outro ponto levantado por Hamblin é a influência do marketing. Produtos de higiene pessoal, embora amplamente divulgados como indispensáveis, nem sempre apresentam diferenças significativas entre si. Em muitos casos, variam apenas em fragrâncias e aspectos sensoriais.

Além disso, a pandemia de Covid-19 reforçou hábitos mais rigorosos de limpeza, reduzindo temporariamente o interesse pelo estudo do microbioma da pele. Agora, segundo o especialista, esse olhar mais equilibrado começa a retornar.

No fim das contas, não existe uma regra universal. A frequência ideal do banho depende do estilo de vida, do clima, das atividades diárias e das preferências individuais.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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