Irmão de empresária assassinada pelo ex em Anápolis lembra que relação era marcada por abusos: “nem o resguardo foi respeitado”
Um dos relatos mais graves envolve o período de resguardo após o parto, quando a empresária teria sido obrigada a manter relações sexuais

O irmão da empresária Regiane Pires da Silva afirmou que ela vivia sob um relacionamento marcado por opressão e abuso antes de ser assassinada pelo ex-companheiro, em Anápolis. A declaração foi dada ao Portal 6 nesta quarta-feira (25), durante o julgamento do caso.
Paulo Henrique Pires da Silva relatou que a situação se agravou após o nascimento do primeiro filho e que a irmã enfrentava episódios constantes de controle dentro de casa.
“Ela foi muito oprimida, sempre foi muito oprimida por ele”, disse.
Segundo ele, um dos relatos mais graves envolve o período de resguardo após o parto, quando a empresária teria sido obrigada a manter relações sexuais.
“Ela estava no resguardo e ele obrigou ela a ter relação com ele antes do tempo”, afirmou.

Edney Pereira dos Santos é julgado por tirar a vida de Regiane Pires da Silva. (Foto: Reprodução)
De acordo com o irmão, a realidade vivida por Regiane começou a ficar mais evidente após ela iniciar acompanhamento psicológico, quando passou a compreender melhor o contexto em que estava inserida.
“Foi a partir do tratamento que ela começou a ter uma nova visão das coisas que estavam acontecendo na vida dela”, relatou.
Ele também afirmou que parte das situações vividas pela vítima só veio à tona depois, já que muitos episódios não eram compartilhados com toda a família naquele momento.
“Muitas coisas ela viveu antes de começar um tratamento. Coisas que a gente nem sabe tudo o que ela passou”, disse.
Paulo Henrique também comentou sobre o sobrinho, que hoje tem 15 anos e segue em acompanhamento psicológico após o crime.
Segundo ele, o adolescente não mantém relação com o pai e ainda tenta lidar com o que aconteceu.
“Ele é revoltado com o pai, não quer ter convívio. Está em tratamento e a família está apoiando”, afirmou.
O julgamento vai definir a responsabilização do fazendeiro Edney Pereira dos Santos, acusado de matar a empresária em março de 2024, dentro do escritório dela, no Jundiaí.
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