“Era ela quem reunia a família”: prima descreve dor e vazio após morte de empresária em Anápolis
Dois anos após o crime, familiares relatam ruptura nas tradições e reforçam pedido por justiça durante julgamento

A ausência da empresária Regiane Pires da Silva ainda é sentida de forma intensa pela família, dois anos após o crime que resultou em sua morte. Durante o julgamento do caso, nesta quarta-feira (25), em Anápolis, parentes relembraram como era a convivência com ela e o impacto deixado após a perda.
Prima da vítima, Cláudia Arlete descreveu Regiane como uma pessoa central na família, responsável por manter todos próximos e por organizar encontros que hoje já não acontecem mais.
“Era uma pessoa maravilhosa, solidária. Era ela que arrumava as festas, que fazia questão de reunir todo mundo”, afirmou.
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Segundo Cláudia, desde o assassinato, a dinâmica familiar mudou completamente. Datas comemorativas deixaram de ser celebradas como antes, marcadas agora pela ausência.
“Depois desses dois anos, a gente não teve mais aniversário, não teve mais Natal, não teve mais Ano Novo, porque era ela que fazia tudo isso acontecer”, disse.
A empresária também foi lembrada como uma mãe dedicada e uma profissional comprometida, características que, de acordo com a prima, reforçam o tamanho da perda.
“Era uma super mãe, uma pessoa muito feliz, muito profissional. Era alguém que trazia alegria pra família. Hoje é só tristeza e dor”, relatou.
Regiane deixou dois filhos, que seguem sob os cuidados da família desde o crime. O julgamento reacende a dor, mas também reforça o desejo por justiça entre os parentes.
“O que a gente quer hoje é justiça”, afirmou Cláudia.
O caso é julgado pelo Tribunal do Júri de Anápolis e vai definir a responsabilização do fazendeiro Edney Pereira dos Santos, acusado de matar a empresária em março de 2024.

Edney Pereira dos Santos é julgado por tirar a vida de Regiane Pires da Silva. (Foto: Reprodução)
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