Filiado novamente ao UB, Bruno Peixoto deve ser o puxador de votos da sigla para deputado federal

Articulação liderada por Antônio de Rueda e Gracinha Caiado viabilizou o retorno do parlamentar à sigla

Ícaro Gonçalves -
Bruno Peixoto
Bruno Peixoto, presidente da Alego. (Foto: Carlos Costa/Alego)

O comando de Bruno Peixoto, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), à frente da federação Renovação Solidária (PRD-SD) em Goiás durou pouco. Isso porque Peixoto já voltou para o União Brasil (UB) para presidir o partido em Goiás.

O retorno às origens teria ocorrido sob pedido do presidente nacional da legenda, Antônio de Rueda, em articulação que também envolveu a primeira-dama e pré-candidata ao Senado, Gracinha Caiado (UB).

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que a filiação à sigla ocorreu em 17 de março. Ou seja, Peixoto esteve na Renovação Solidária por apenas 5 dias antes de retornar ao UB.

Nos bastidores, a informação é de que Rueda almeja ao menos três parlamentares de Goiás eleitos pelo UB para a Câmara dos Deputados, e Peixoto é considerado peça-chave para esse objetivo.

O parlamentar acumula longa experiência na vida política, tanto na Alego quanto na Câmara Municipal de Goiânia, além de votação histórica para deputado estadual em 2022, com 73.692 votos recebidos.

Caso o projeto à Câmara dos Deputados se consolide, Bruno deve ser puxador de votos no pleito.

Vale lembrar que, desde a última quinta-feira (26), o UB passou a integrar federação com o Progressistas (PP), chamada agora União Progressista.

O pedido para a formação da federação, feito pelos partidos em dezembro, foi aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Agora, as legendas passam a atuar como uma única agremiação política, por exemplo, com a soma de votos recebidos para cálculo do quociente partidário.

Com a federação, União Progressista passa a representar a maior força partidária do país, com a maior bancada de deputados na Câmara.

Saída ocorre com acordo

A saída do parlamentar da Renovação Solidária (PRD-SD) impacta diretamente a formação da chapa de candidatos a deputado federal da federação.

Para não melindrar a relação entre os partidos, o governo se comprometeu a colaborar na montagem da nominata federal da Renovação Solidária. Em contrapartida, a composição da chapa de candidatos a deputado estadual da federação permanecerá inalterada.

Vale lembrar que a janela partidária — período que permite a parlamentares com mandato trocar de partido sem sofrer sanções — se encerra na próxima sexta-feira (03).

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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