Funcionários que trabalham na limpeza podem receber adicional de até R$ 648 no salário
Limpeza de banheiros públicos pode garantir adicional de insalubridade em 2026, com impacto direto no salário e nos benefícios do trabalhador

Profissionais que atuam na limpeza podem ter direito a um aumento significativo na remuneração mensal, especialmente quando expostos a condições consideradas insalubres. Em alguns casos, o adicional pode chegar a R$ 648,40 em 2026, impactando diretamente o salário e outros benefícios.
O valor está relacionado ao adicional de insalubridade em grau máximo, previsto na legislação trabalhista brasileira. Esse direito, no entanto, não se aplica a todas as funções de limpeza, exigindo critérios específicos para ser reconhecido.
Quando o adicional é devido
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Norma Regulamentadora nº 15 (NR-15), atividades com exposição a agentes nocivos podem garantir o pagamento de adicional. No caso da limpeza, a Justiça do Trabalho já consolidou entendimento sobre situações específicas.
A higienização de banheiros de uso público ou coletivo de grande circulação, com a devida coleta de lixo, pode ser considerada atividade insalubre em grau máximo. Nesses casos, o trabalhador tem direito a receber 40% do salário mínimo, o que equivale a R$ 648,40 em 2026.
Por outro lado, a limpeza de banheiros em residências ou escritórios, com uso restrito, não costuma ser enquadrada nessa categoria. A análise depende das condições reais de trabalho e, em muitos casos, de perícia técnica.
Impactos no salário e como garantir o direito
Quando reconhecido, o adicional de insalubridade não apenas aumenta o salário mensal, mas também entra no cálculo de férias, 13º salário e depósitos do FGTS. Isso amplia o impacto financeiro ao longo do ano.
O pagamento é obrigatório quando a atividade é caracterizada como insalubre. Caso a empresa não inclua o valor na remuneração, o trabalhador pode buscar a Justiça do Trabalho para garantir o direito.
Também é possível cobrar valores retroativos, respeitando o prazo legal de até cinco anos. Especialistas recomendam reunir documentos que comprovem a função exercida e as condições de trabalho para fortalecer a reivindicação.
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