Influenciadora Nathalia Valente expõe trauma causado por falso produtor de Anápolis e desabafo atinge mais de 8 milhões de visualizações
“Esse vídeo é um alerta para você, mulher. Essa história ainda me dói muito, mas precisa ser contada”, destaca na publicação feita no Instagram

Um relato sobre assédio e ameaças de morte envolvendo um falso produtor de Anápolis ganhou grande repercussão nas redes sociais neste final de semana.
A influenciadora Nathalia Valente expôs o caso em uma publicação que já ultrapassa a marca de 8 milhões de visualizações, na qual ela detalha um dos episódios mais difíceis de sua trajetória.
“Esse vídeo é um alerta para você, mulher. Essa história ainda me dói muito, mas precisa ser contada”, inicia.
Segundo Nathalia, a situação aconteceu quando tinha apenas 16 anos, após ser abordada por Hugo Rodrigues da Cunha Silva, hoje com 34 anos.
Na época, ele se apresentava como produtor de TV e oferecia falsas oportunidades na carreira artística para atrair a jovem.
“Eu era uma adolescente com sonho de ser atriz e foi aí que um dos piores episódios da minha vida começou”, relembrou.
De acordo com o relato, a conversa evoluiu rapidamente para um comportamento abusivo, com exigências de fotos íntimas sob o pretexto de “testes de elenco”.
Ao receber o pedido de uma foto de calcinha, a influenciadora conta que entrou em choque: “Eu fiquei com medo, eu fiquei apavorada”.
Ao demonstrar resistência, ela passou a ser alvo de ameaças constantes e tentativas de coação, já que o homem possuía seus dados pessoais.
“Ele me enviou mensagem por outro número, foto de arma, dizendo que ia vir atrás de mim, que ia me matar”, desabafou.
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Por onde anda Hugo
Hugo, que cumpria pena de 11 anos por crimes como estupro e promoção de cena de sexo explícito, obteve progressão de regime antecipada e recebeu alvará de soltura na última quarta-feira (25).
A trajetória do falso produtor revela um padrão de atuação que já deixou vítimas em diferentes regiões do país.
Relatos semelhantes ao de Nathalia foram registrados em Goiás, São Paulo e no Distrito Federal, onde ele utilizava o mesmo modus operandi para atrair e coagir adolescentes e jovens modelos.
Em Goiás, Hugo já havia sido preso por envolvimento em crimes de favorecimento à prostituição e estupro, com reconhecimento por parte das vítimas.
Ao tornar o caso público agora, Nathalia reforçou que decidiu expor a situação como forma de proteção coletiva, embora admita que as marcas psicológicas permanecem.
“Até hoje eu tenho medo de sair na rua, de sair sozinha”, declarou a influenciadora, encerrando o desabafo que reacendeu o debate sobre a segurança de mulheres no ambiente digital.
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