Caso de menina que morreu após jantar em Alto Horizonte segue sob investigação
Investigação aponta possível contaminação por substância perigosa

A morte de uma menina, de 09 anos, registrada em Alto Horizonte, no Norte de Goiás, tem mobilizado autoridades e causado comoção na cidade.
O caso, que é investigado pela Polícia Civil (PC), levanta a suspeita de envenenamento após uma refeição em família.
A vítima, identificada como Weslenny Rosa Lima, passou mal na noite de sexta-feira (27), poucas horas depois de jantar em casa.
A criança começou a apresentar dores abdominais, seguida de sintomas graves, como convulsões.
Ela foi levada ao hospital municipal por volta das 22h30, onde chegou a apresentar melhora inicial após atendimento médico.
No entanto, o quadro evoluiu rapidamente, com piora do estado geral, redução dos batimentos cardíacos e, posteriormente, parada cardiorrespiratória.
A morte foi confirmada na madrugada de sábado (28).
No mesmo contexto, o irmão da menina, de 08 anos, também apresentou sintomas semelhantes e precisou ser encaminhado em estado grave para o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu. Atualmente, o quadro é considerado estável.
De acordo com a investigação, a família teria consumido alimentos ao longo do dia, incluindo embutidos e um bolo levado por terceiros.
Já no jantar, preparado pelo padrasto, foram servidos arroz, feijão e carne moída — refeição considerada uma das principais hipóteses de origem da possível intoxicação.
A PC informou que mãe e padrasto, únicos adultos presentes na residência no momento, são tratados inicialmente como suspeitos, embora neguem qualquer envolvimento.
Os depoimentos apresentam inconsistências que ainda estão sendo analisadas pelos investigadores que acompanham o caso.
Durante a perícia no local, equipes encontraram gatos mortos no quintal da casa, o que reforçou a hipótese de contato com substância tóxica.
Os animais também foram recolhidos para exames.
Além disso, restos de alimentos, objetos e aparelhos celulares da família foram apreendidos.
A Justiça autorizou a quebra de sigilo dos dispositivos para ajudar a reconstituir os acontecimentos.
A principal suspeita é o uso de uma substância popularmente conhecida como “chumbinho”, embora a confirmação dependa dos laudos periciais, que devem ficar prontos em até 30 dias.
A investigação segue em andamento e deve determinar se houve crime intencional ou uma intoxicação acidental.






