Inventário atrasado pode diminuir o patrimônio herdado, explica especialista

Atraso transforma herança em prejuízo financeiro e judicial

Daniella Bruno -
Quem mora há anos no imóvel pode regularizar a propriedade por usucapião direto no cartório, sem processo judicial, desde que cumpra os requisitos legais.
(Foto: Reprodução/Portal 6)

Muitas famílias enfrentam dificuldades para lidar com burocracias após a perda de um ente querido. Mesmo assim, ignorar essas etapas não resolve o problema — pelo contrário, aumenta os prejuízos com o passar do tempo.

Quando a família adia o inventário, ela assume riscos financeiros e jurídicos imediatos. O atraso gera multas, bloqueia bens e reduz diretamente o patrimônio herdado, tornando a situação mais complexa e difícil de resolver.

Atraso gera custos imediatos e trava o patrimônio

A legislação exige que a família inicie o inventário em até 60 dias após o falecimento. Quando esse prazo vence, os órgãos estaduais aplicam multas automaticamente.

Em São Paulo, o imposto pode aumentar em até 20%. No Rio de Janeiro, esse percentual pode chegar a 40%. Além disso, os estados acrescentam juros e correção monetária, o que eleva rapidamente o valor da dívida.

Ao mesmo tempo, a família perde o controle sobre os bens. Ela não consegue vender imóveis, não consegue transferir veículos e não consegue movimentar contas bancárias.

Além disso, quando o falecido possuía empresa, os herdeiros enfrentam paralisação das atividades e prejuízos operacionais. Em alguns casos, credores ainda conseguem atingir o patrimônio para cobrar dívidas.

Ou seja, quem atrasa o inventário perde dinheiro e trava toda a organização patrimonial.

Demora prolonga conflitos e aumenta prejuízos

Quando os herdeiros não chegam a um acordo, o processo se arrasta. O inventário judicial pode durar de 2 a 10 anos, dependendo do nível de conflito.

Mesmo nesses casos, os herdeiros continuam responsáveis pelos custos. O Superior Tribunal de Justiça já decidiu que eles devem pagar integralmente impostos e multas, independentemente do motivo do atraso.

Por outro lado, quem resolve rápido encontra um caminho mais simples. A família pode optar pelo inventário extrajudicial, realizado em cartório, que reduz o tempo e a burocracia — desde que todos concordem com a divisão.

Ainda assim, a lei exige a participação de um advogado em qualquer modalidade, o que reforça a necessidade de agir com planejamento.

Atraso desgasta relações familiares

O problema não fica apenas no dinheiro. Quando a família não resolve o inventário, ela convive com incerteza e tensão constante.

Discussões sobre bens se intensificam, decisões ficam travadas e o desgaste emocional aumenta. Com o tempo, pequenos desacordos evoluem para conflitos maiores.

Assim, a família não apenas perde patrimônio — ela também compromete relações que poderiam ser preservadas com uma decisão mais rápida.

Agir cedo protege patrimônio e evita prejuízo

Quando a família inicia o inventário dentro do prazo, ela evita multas, reduz custos e libera os bens com mais rapidez.

Além disso, ela organiza melhor a divisão, reduz conflitos e mantém o controle sobre o patrimônio.

Por isso, reunir documentos e procurar orientação jurídica imediatamente faz diferença direta no resultado final.

No fim, a escolha é prática: agir agora para proteger o patrimônio ou adiar e perder dinheiro.

Confira no post abaixo!

 

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Daniella Bruno

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO do Portal 6, em Goiânia. Atua na produção e otimização de conteúdos digitais, com foco em matérias soft sobre comportamento, curiosidades e temas do cotidiano.

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