Caso Lucélia: 18 anos depois, vítima faz revelação: ‘Calabresi cometia abusos sexuais e bebia meu sangue’

Além das mutilações, a agressora chegou a abusar dela e envolve-la em 'situações macabras'

Ícaro Gonçalves -
Lucélia Rodrigues
Lucélia Rodrigues, após 18 anos da violência sofrida (Imagens: Reprodução e Captura de tela/Youtube/ Jovem Pan News 105.7 FM)

Um dos casos criminais que mais marcaram a história de Goiás, a violência cometida contra a menina Lucélia Rodrigues da Silva ainda guarda contornos desconhecidos pelos goianos, incluindo abuso sexual.

Foi o que revelou a própria Lucélia, hoje aos 30 anos de idade, em entrevista à Jovem Pan News 105.7 FM. Segundo ela, além das mutilações na língua, dedos e outras partes do corpo, a agressora chegou a abusar dela e envolve-la em ‘situações macabras’.

“Naquela época eu era muito pequena. Eu tinha vergonha de falar alguns assuntos. Mas hoje eu entendi que isso faz parte da minha história. Por exemplo, os abusos sexuais que ela fazia em mim, e coisas horrorosas que aconteciam naquele lugar, como ela beber o meu sangue”, disse.

Os crimes vieram a tona em 2008, quando Lucélia tinha 12 anos. Ela vivia na casa de cuidadores no Setor Marista, em Goiânia.

Ainda conforme o relato, Lucélia era informada pela agressora que ela seria ‘filha do demônio’, e que isso justificaria as constantes agressões e abusos.

“Eu chegava a perguntar para ela, por que ela fazia tudo aquilo comigo. Ela falava que eu era filha do demônio, e que por isso eu tinha que sofrer”, relatou aos jornalistas Carlos Magno e Fernanda Arcanjo.

Relembre

Lucélia tinha 12 anos quando foi encontrada acorrentada em um apartamento no Setor Marista. O resgate ocorreu em 15 de março de 2008.

A Polícia Civil (PC) chegou ao local após uma denúncia feita por um vizinho, que suspeitou da situação e acionou as autoridades.

Ao entrar no apartamento, os policiais encontraram a adolescente amarrada e amordaçada, em condições consideradas extremamente degradantes.

Além de presa às correntes, ela estava com diversos cortes na língua e hematomas nos dedos, causados por alicate. A situação chocou pela violência e repercutiu em Goiás e no Brasil.

Hoje, Lucélia é casada e mãe de três filhos. Ela atua como escritora e missionária evangélica, palestrando sobre a história que viveu para mulheres em várias cidades goianas.

Ainda na entrevista, Lucélia disse que está escrevendo um livro, no qual pretende revelar outros detalhes da dinâmica de violência que sofreu.

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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