Com escalada de acidentes na rotatória do Anel Viário do Daia, motoristas clamam por alterações no trecho
Obra foi entregue há menos de dois meses. Portal 6 conversou com a Goinfra e com a prefeitura de Anápolis

Faz menos de dois meses desde que a duplicação do Anel Viário do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) foi concluída e entregue para a população, mas o registro de acidentes na rotatória do trecho só vem aumentando.
Trabalhadores que dependem da rota vem clamando por uma maior atenção na via e até sugerindo alterações que poderiam beneficiar o tráfego.
Um caso mais recente e que chamou atenção aconteceu na manhã desta terça-feira (14) na Avenida Presidente Vargas, quando um caminhão, carregado de abacaxis, perdeu o controle ao passar pelo trecho, o que provocou o tombamento do veículo ainda dentro da rotatória.
Com o impacto, o condutor ficou preso às ferragens dentro da cabine, o que exigiu a atuação do Corpo de Bombeiros para o resgate. Apesar do susto, não houve feridos.
Caso não é isolado
O que chama a atenção é o fato não ter se tratado de um caso isolado, mas sim de apenas mais um exemplo de acidentes que ocorrem na rotatória.
Assim, a reportagem questionou as autoridades para saber se esse aumento nos números de sinistros vem se convertendo em algum planejamento para mitigar a situação.
Responsável pela obra, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) afirmou que, por estar dentro do perímetro urbano de Anápolis, tal trecho é de responsabilidade da Prefeitura.
A Administração Municipal, por sua vez, afirmou que ainda há questionamentos quanto a jurisdição do Anel Viário, mas que a Companhia Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT) está realizando um estudo de segurança viária “ao longo das áreas que cortam trechos urbanos”.
Nas redes sociais, internautas evidenciaram a gravidade do problema e, embora reconheçam que parte dos acidentes sejam causados por mera imprudência, também apontaram sugestões do que consideram que poderia auxiliar a situação.
“Erro na sinalização. Deveria informar com placas bem ates da rotatória, porém as placas ficam bem próximas e os veículos pesados tem dificuldade em frenar a tempo. Já era tragédia anunciada”, apontou um.
“Não é barreira não, uma rotatória fechada dessa aí em descida, não tem lona de freio que aguenta um caminhão carregado aí não. Coloca uma placa avisando antes da rotatória: curva acentuada a direita. Às vezes resolve.”
Confira a nota do CMTT na íntegra:
A Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT) informa que, por se tratar de uma obra executada pelo Governo de Goiás, há uma sobreposição de jurisdição. Entretanto, desde a inauguração da obra a autarquia municipal, em discussão com a Goinfra, já começou a elaboração de um estudo de segurança viária ao longo das áreas que cortam trechos urbanos.
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