Entenda qual era a participação do dono da Choquei em esquema criminoso que movimentou R$ 1,6 bilhão
Publicitário foi preso na manhã desta quarta-feira, assim como os artistas MC Ryan SP e Poze do Rodo

A Polícia Federal (PF) deu mais detalhes sobre a atuação de Raphael Sousa Oliveira, o criador da página de fofocas Choquei, que foi preso na manhã desta quarta-feria (15) em Goiânia no âmbito da Operação Narco Fluxo.
A investigação mira uma organização criminosa suspeita de movimentar R$ 1,6 bilhão em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. De acordo com os investigadores, Raphael atuava como o braço midiático do grupo.
As investigações da PF apontam que o influenciador recebia vultosas quantias diretamente de outros alvos da operação, como o cantor MC Ryan SP, além de Tiago de Oliveira e José Ricardo dos Santos Junior.
O papel de Raphael no organograma criminoso ia além da publicidade comum: ele seria o responsável por gerenciar a imagem dos envolvidos e blindá-los de repercussões negativas.
Raphael também receberia valores para atuar na divulgação de plataformas de apostas e sistemas de rifa.
A reportagem tentou contato com a defesa do publicitário, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.
Prisões de MC Ryan e Poze do Rodo
A ofensiva desta quarta-feira também resultou na prisão de nomes conhecidos do cenário musical e digital. Os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo foram detidos, assim como o influenciador Chrys Dias, que figura entre os principais alvos da investigação federal.
Segundo a Polícia Federal, o grupo operava uma estrutura complexa para ocultar a origem ilícita do dinheiro. O esquema envolvia a utilização de empresas de fachada, laranjas e transações com criptoativos.
A PF detectou movimentações financeiras tanto no Brasil quanto no exterior, além do transporte de grandes quantias em espécie.
As ordens judiciais, expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos, mobilizaram agentes em nove estados e no Distrito Federal. Além de São Paulo e Rio de Janeiro, as equipes cumpriram mandados em Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás.
A Justiça determinou o bloqueio imediato de bens e aplicou restrições severas a empresas ligadas aos investigados.
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