Governo anuncia auxílio de R$ 526 para brasileiros que tem filhos matriculados na escola em 2026
Medida vale para terceirizados da administração federal com filhos de até 5 anos e 11 meses e prevê adaptação gradual dos contratos em 2026

O governo federal anunciou um auxílio mensal de até R$ 526,64. Nova ação deve alcançar trabalhadores terceirizados da administração pública com filhos em idade de creche e pré-escola ao longo de 2026.
Embora o anúncio tenha chamado atenção pelo valor e pelo alcance social, a medida não é voltada a toda a população, mas a um grupo específico ligado a contratos federais de prestação de serviços.
Batizado de reembolso-creche, o benefício será destinado a terceirizados com filhos, enteados ou crianças sob guarda judicial de até 5 anos e 11 meses.
A proposta é garantir apoio financeiro para despesas com educação infantil e cuidados na primeira infância, em uma tentativa de reduzir desigualdades históricas entre servidores efetivos e trabalhadores contratados por empresas que prestam serviços ao governo.
O valor máximo fixado é de R$ 526,64 por dependente, mesmo patamar já concedido a servidores públicos federais. O pagamento, no entanto, dependerá da comprovação de gastos, como notas fiscais e recibos de creches, pré-escolas ou cuidadores.
Pelas regras anunciadas, o benefício passa a ser obrigatório em contratos com dedicação exclusiva de mão de obra firmados pela administração pública federal. Nos contratos já em vigor, a implementação será gradual, com período de adaptação previsto entre maio e dezembro de 2026.
Outro ponto definido pelo governo é que o pagamento terá prioridade para as mães na ordem de pagamento nos casos em que ambos os responsáveis tenham direito ao auxílio — o que não exclui o pai de receber.
Também caberá às empresas contratadas registrar os beneficiários em sistema oficial, permitindo fiscalização e controle para evitar pagamentos em duplicidade.
A expectativa do governo é beneficiar cerca de 14 mil crianças. O reembolso-creche integra um pacote mais amplo de mudanças para terceirizados, que inclui ainda a ampliação da redução da jornada semanal de 44 para 40 horas em parte desses contratos.
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