Quem está endividado pode respirar: novo programa do governo prevê juros de até 1,99% ao mês para brasileiros na renegociação
Renegociar dívidas com juros de até 1,99% ao mês pode virar realidade para brasileiros que enfrentam dificuldade para sair da inadimplência

Renegociar dívidas com juros de até 1,99% ao mês pode se tornar uma nova alternativa para milhões de brasileiros. A proposta em discussão no governo federal prevê condições mais leves para pessoas físicas endividadas. Além disso, pode oferecer descontos que chegam a 90% sobre os débitos.
Ao mesmo tempo, o programa pode movimentar até R$ 30 bilhões em renegociações. A ideia é trocar contratos antigos, marcados por juros altos, por novas condições de pagamento. Dessa forma, os consumidores teriam taxas menores e parcelas mais acessíveis.
Programa mira dívidas que mais pesam no orçamento
O plano deve focar em modalidades de crédito que costumam pressionar mais o bolso do consumidor. Entre elas, aparecem cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado.
Essas linhas costumam ter juros elevados e, por isso, concentram boa parte da inadimplência. Nesse cenário, a proposta de renegociar dívidas com juros de até 1,99% ao mês chama atenção justamente porque fica muito abaixo das taxas normalmente cobradas pelo mercado.
Como a renegociação deve funcionar
Pela proposta, os bancos poderão reunir diferentes dívidas de um mesmo cliente em uma única operação. Depois disso, os contratos antigos dariam lugar a um novo financiamento, já com descontos aplicados.
Além disso, o abatimento deve variar conforme o tempo de atraso. Dívidas mais antigas tendem a receber reduções maiores. Já os atrasos mais recentes, por outro lado, devem ter descontos menores.
Quem pode entrar no programa
O público-alvo deve incluir pessoas com renda de até cinco salários mínimos. No entanto, a adesão não será automática.
Para participar, o consumidor precisará negociar diretamente com o banco onde mantém a dívida. Além disso, a previsão é que o programa tenha duração de três meses.
Governo e bancos ainda discutem detalhes
Apesar do avanço da proposta, algumas regras ainda seguem em discussão. Um dos principais pontos envolve o tempo de atraso das dívidas que poderão entrar no programa.
De um lado, a equipe econômica defende incluir débitos com atraso entre 61 e 360 dias. De outro, as instituições financeiras querem ampliar esse intervalo para até três anos de inadimplência.
Fundo pode ajudar a viabilizar a medida
Outro ponto importante envolve o Fundo de Garantia de Operações, o FGO. O programa deve usar esse mecanismo como garantia e, assim, reduzir o risco dos bancos em caso de nova inadimplência.
Segundo o texto, o fundo pode receber um aporte entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões. Com isso, o governo tenta criar condições para que a renegociação ganhe escala e, ao mesmo tempo, alcance um número maior de brasileiros.
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