Adeus às cortinas nas janelas: nova tendência do exterior está ganhando as casas brasileiras
Mudanças drásticas na composição dos ambientes prometem aposentar acessórios tradicionais muito utilizados hoje

O mercado brasileiro de arquitetura e design de interiores observa, neste primeiro semestre de 2026, uma mudança significativa na estética das aberturas residenciais: a substituição das tradicionais cortinas de tecido por venezianas internas de madeira, também conhecidas internacionalmente como plantation shutters.
O movimento, que ganhou força em projetos de alto padrão na Europa e nos Estados Unidos, chega ao Brasil impulsionado pela busca por ambientes mais minimalistas e funcionais.
Diferente das persianas convencionais, essas estruturas são fixadas diretamente nos batentes das janelas, funcionando como painéis sólidos com lâminas móveis que permitem um controle rigoroso da luminosidade e da ventilação sem o acúmulo de poeira comum aos têxteis.
De acordo com a Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD), a tendência reflete uma preocupação crescente com a saúde respiratória e o isolamento térmico.
Por serem feitas de madeira maciça ou compósitos de alta densidade, as venezianas internas atuam como uma barreira física eficiente contra o calor tropical, mantendo os ambientes mais frescos e reduzindo o consumo de ar-condicionado.

(Foto: Captura de tela / Youtube / Canal Sitio da Casinha)
Além da funcionalidade, o valor estético é um diferencial; arquitetos destacam que o item funciona como um “móvel para a janela”, agregando valor imobiliário ao imóvel.
A versatilidade do material permite acabamentos que vão do rústico ao laqueado branco, adaptando-se tanto a casas de veraneio quanto a apartamentos urbanos de estilo contemporâneo.
A consolidação dessa tendência no Brasil também se deve ao avanço tecnológico na fabricação de persianas sob medida, que agora utilizam madeiras de reflorestamento com tratamentos contra umidade e pragas.
Revistas especializadas em decoração indicam que, embora o investimento inicial seja superior ao das cortinas de linho ou seda, a durabilidade das venezianas internas, que podem durar décadas com manutenção mínima, justifica o custo-benefício.
A expectativa é que, até o final de 2027, o setor de esquadrias internas registre um crescimento de 20% no país, consolidando a madeira como a protagonista absoluta na gestão da privacidade e do design de luz nas residências brasileiras.
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