Mais de 9 mil mortes em Goiás acendem alerta para avanço silencioso da pressão alta

Infarto, AVC e insuficiência cardíaca concentram grande parte dos óbitos no estado

Pedro Pedro Ribeiro -
Mais de 9 mil mortes em Goiás acendem alerta para avanço silencioso da pressão alta
(Foto: Reprodução/Agência Brasil)

Mais de 9 mil mortes registradas em Goiás em 2025 acenderam um alerta para o avanço silencioso da hipertensão arterial, uma das principais causas de doenças cardiovasculares no estado.

Os dados mostram que 4.678 pessoas morreram por infarto, 2.728 por Acidente Vascular Cerebral (AVC) e 1.717 por insuficiência cardíaca, totalizando 9.123 óbitos ligados a complicações associadas à pressão alta.

No Brasil, o cenário também preocupa. Foram mais de 346 mil mortes no mesmo período relacionadas a essas condições, segundo levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde (DATASUS).

Considerada uma doença silenciosa, a hipertensão muitas vezes não apresenta sintomas e pode causar danos progressivos ao organismo sem que o paciente perceba.

De acordo com o médico intensivista Fábio Basílio, o grande perigo está justamente na dificuldade de identificação precoce da doença.

“Muitos pacientes só descobrem que são hipertensos após um evento grave, como infarto ou AVC, quando já há comprometimento de órgãos”, explica.

A identificação prematura é apontada como uma das principais formas de evitar complicações.

A aferição regular da pressão arterial, mesmo sem sintomas, é fundamental para reduzir riscos.

Entre os principais fatores associados ao agravamento do quadro estão sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo, estresse, diabetes e colesterol elevado.

No caso do AVC, sinais como dificuldade para falar, perda de força em um dos lados do corpo e assimetria facial exigem atendimento imediato.

Já o infarto pode se manifestar com dor no peito, falta de ar, suor frio e náuseas.

Especialistas reforçam que o tempo de resposta é decisivo para evitar sequelas ou morte, tanto em casos de AVC quanto de infarto.

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Pedro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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