Mega Sena acumulou: quanto rende R$ 100 milhões na poupança, Tesouro Direto ou CDB
Bolada de R$ 100 milhões pode virar renda mensal milionária, mas o valor muda conforme a aplicação escolhida pelo sortudo
A Mega Sena acumulada em R$100 milhões voltou a despertar uma dúvida que costuma acompanhar os grandes prêmios: quanto uma bolada dessa magnitude renderia por mês se fosse aplicada na poupança, no Tesouro Direto ou em um Certificado de Depósito Bancário (CDB)?
A resposta é multifacetada. O rendimento depende da taxa vigente, do prazo de resgate, da tributação e das condições oferecidas por cada produto financeiro.
Ainda assim, as simulações ajudam a mostrar o tamanho do impacto que um prêmio desse porte teria na vida de qualquer apostador.
Poupança
Na poupança, a regra atual prevê remuneração de 0,5% ao mês mais Taxa Referencial (TR), quando a taxa do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) está acima de 8,5% ao ano. Num cenário estimado, R$100 milhões renderiam cerca de R$637 mil em 30 dias.
A caderneta tem a vantagem da simplicidade e da isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoa física. Por outro lado, costuma entregar retorno menor do que outras opções de renda fixa em períodos de juros elevados.
Tesouro Direto
No Tesouro Direto, a opção mais próxima para quem busca acompanhar os juros básicos da economia é o Tesouro Selic. Com Selic e Certificado de Depósito Interbancário (CDI) em 14,65% ao ano, uma aplicação do valor acumulado geraria aproximadamente R$1,14 milhão bruto por mês.
O valor, no entanto, não cai integralmente na conta do investidor. Há cobrança de IR sobre o rendimento, conforme tabela regressiva, além da taxa de custória da B3, de 0,2% ao ano sobre o valor dos títulos, com isenção apenas para os primeiros R$10 mil no Tesouro Selic.
CDB
No CDB, o resultado varia conforme o percentual do CDI oferecido pelo banco. Um CDB que pague 100% do CDI teria rendimento bruto semelhante ao da simulação anterior, cerca de R$1,14 milhão por mês antes dos impostos.
Depois do IR, em uma aplicação resgatada em até 180 dias, o rendimento líquido cairia para algo perto de R$888 mil. Em prazoz maiores, a alíquota diminui, o que pode elevar o retorno líquido.
Também é preciso observar o risco. CDBs têm cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mas limitada a R$250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado, com teto de R$1 milhão em quatro anos.
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