Ex-motorista de app, delegado goiano é encontrado morto dentro de casa
Guilherme Escobar costumava usar as redes sociais para compartilhar detalhes de operações e a própria história

Natural de Goiás, o delegado Guilherme Tavares Escobar, de 32 anos, foi encontrado morto dentro de casa na manhã desta terça-feira (28).
A informação é de portais locais de notícias. Guilherme morava em Oeiras, cidade no interior do Piauí distante 280 km de Teresina, capital do estado.
Nos últimos meses, ele havia atuado nas delegacias de Pio IX, Gilbués e Picos, todas no Piauí. A causa da morte e as circunstâncias do ocorrido não foram divulgadas.
A Delegacia-Geral de Polícia Civil (PC) do Piauí manifestou profundo pesar e escreveu que “deseja a familiares, amigos e todos os servidores policiais civis o conforto divino nesse momento de profunda dor”.
A Secretaria de Segurança Pública também emitiu nota, em que descreveu o delegado como um “profissional dedicado” que “exerceu sua missão com compromisso, ética e responsabilidade, contribuindo de forma significativa para o fortalecimento da segurança pública e o combate à criminalidade em nosso estado”.
Pelas redes sociais, o delegado compartilhava momentos da rotina, histórias de superação e detalhes de operações policiais com mais de 11 mil seguidores.
Em uma das postagens, ele detalhou a trajetória antes de integrar a PC. Contou ter sido motorista de aplicativo em Goiânia entre 2019 e 2021, quando fez mais de 2.300 viagens. Escreveu: “nunca subestime quem está no corre. Todo Delegado já foi Soldado um dia”.

Nas redes sociais, Guilherme Tavares Escobar revelou época como motorista de aplicativo. (Foto: Reprodução/Instagram)
Em outra publicação, Guilherme explicou de onde vem o nome Escobar. Afirmou que se trata do sobrenome do avô materno, que “era taxista e era conhecido como Seu Escobar”.
“Um dia infelizmente três homens fizeram uma viagem de Goiânia para Anápolis. No meio do caminho esses homens assassinaram meu avô, e até hoje nunca descobriram quem foi”.
A decisão de assumir o nome foi quando se tornou delegado. “No curso de formação eles perguntam pra ti, lá no ACADEPOL, qual é o seu nome de guerra. Eu disse Escobar. E expliquei a história toda”, contou.
A fatalidade causou comoção entre amigos e conhecidos. Uma das amigas desabafou: “Que tristeza enorme, meu amigo Escobar. Eu não sei o que dizer. Não sei o que sentir. Vou guardar sua lembrança com muito amor, como uma pessoa dedicada, intensa, inteligente, humana”.
Já uma colega de trabalho descreveu: “perdemos um profissional exímio, gentil e humano. Gratidão por tudo que o Dr. Escobar representou”.
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