Tendência de queda no movimento faz shoppings reduzirem horário de funcionamento e fechar mais cedo entra em discussão

Queda no fluxo e avanço do e-commerce levam shoppings a discutir redução de horários para equilibrar custos e operação

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Tendência de queda no movimento faz shoppings reduzirem horário de funcionamento e fechar mais cedo entra em discussão
(Foto: Divulgação/Shopping da Bahia)

Ir aos shoppings já não significa, necessariamente, encontrar corredores cheios em qualquer horário do dia.

Em muitos casos, o movimento se concentra em períodos específicos, enquanto longas faixas do expediente seguem com baixo fluxo, um cenário que começa a pressionar lojistas e administradores a repensarem o funcionamento tradicional.

Essa mudança, que vem acontecendo de forma gradual, ganhou força com o avanço do comércio eletrônico e a transformação no comportamento do consumidor.

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O resultado já começa a aparecer em números e, principalmente, nas decisões estratégicas do varejo.

Queda no fluxo acende alerta no varejo físico

Nos últimos anos, a presença de clientes em shopping centers tem diminuído. Dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) indicam uma queda de 6,2% nas visitas mensais entre 2019 e 2025.

Ao mesmo tempo, o crescimento nominal das vendas não tem acompanhado a inflação, o que aponta para uma redução no consumo real.

Parte dessa mudança está ligada ao hábito de compra online, que ganhou espaço e se tornou alternativa frequente para o consumidor. Hoje, muitos clientes recorrem à internet para adquirir produtos que antes dependiam exclusivamente das lojas físicas.

Com isso, o perfil de quem frequenta shoppings também mudou. O foco passou a ser mais voltado para lazer, alimentação e experiências, deixando o varejo tradicional com períodos de menor movimento ao longo do dia.

Shoppings avaliam reduzir horários para cortar custos

Diante desse cenário, cresce o debate sobre a revisão dos horários de funcionamento. Manter lojas abertas até as 22h, mesmo em dias de baixo movimento, tem gerado custos elevados com equipe, energia, segurança e operação.

Entre as alternativas discutidas estão a redução do expediente em dias menos movimentados, abertura mais tardia durante a semana e horários diferenciados por segmento. A ideia é alinhar o funcionamento ao fluxo real de clientes, tornando a operação mais eficiente.

Para os lojistas, a mudança pode representar economia importante em um cenário de margens mais apertadas. Já para os trabalhadores, pode significar ajustes nas jornadas e nas escalas de trabalho.

Ao mesmo tempo, os próprios shoppings passam a investir mais em áreas como gastronomia, entretenimento e serviços, que mantêm fluxo mais constante e ampliam o tempo de permanência dos visitantes.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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