Tendência de queda no movimento faz shoppings reduzirem horário de funcionamento e fechar mais cedo entra em discussão
Queda no fluxo e avanço do e-commerce levam shoppings a discutir redução de horários para equilibrar custos e operação

Ir aos shoppings já não significa, necessariamente, encontrar corredores cheios em qualquer horário do dia.
Em muitos casos, o movimento se concentra em períodos específicos, enquanto longas faixas do expediente seguem com baixo fluxo, um cenário que começa a pressionar lojistas e administradores a repensarem o funcionamento tradicional.
Essa mudança, que vem acontecendo de forma gradual, ganhou força com o avanço do comércio eletrônico e a transformação no comportamento do consumidor.
O resultado já começa a aparecer em números e, principalmente, nas decisões estratégicas do varejo.
Queda no fluxo acende alerta no varejo físico
Nos últimos anos, a presença de clientes em shopping centers tem diminuído. Dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) indicam uma queda de 6,2% nas visitas mensais entre 2019 e 2025.
Ao mesmo tempo, o crescimento nominal das vendas não tem acompanhado a inflação, o que aponta para uma redução no consumo real.
Parte dessa mudança está ligada ao hábito de compra online, que ganhou espaço e se tornou alternativa frequente para o consumidor. Hoje, muitos clientes recorrem à internet para adquirir produtos que antes dependiam exclusivamente das lojas físicas.
Com isso, o perfil de quem frequenta shoppings também mudou. O foco passou a ser mais voltado para lazer, alimentação e experiências, deixando o varejo tradicional com períodos de menor movimento ao longo do dia.
Shoppings avaliam reduzir horários para cortar custos
Diante desse cenário, cresce o debate sobre a revisão dos horários de funcionamento. Manter lojas abertas até as 22h, mesmo em dias de baixo movimento, tem gerado custos elevados com equipe, energia, segurança e operação.
Entre as alternativas discutidas estão a redução do expediente em dias menos movimentados, abertura mais tardia durante a semana e horários diferenciados por segmento. A ideia é alinhar o funcionamento ao fluxo real de clientes, tornando a operação mais eficiente.
Para os lojistas, a mudança pode representar economia importante em um cenário de margens mais apertadas. Já para os trabalhadores, pode significar ajustes nas jornadas e nas escalas de trabalho.
Ao mesmo tempo, os próprios shoppings passam a investir mais em áreas como gastronomia, entretenimento e serviços, que mantêm fluxo mais constante e ampliam o tempo de permanência dos visitantes.
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