Sem acordo, supermercados devem fechar no Dia do Trabalhador em Goiás
Sem convenção coletiva vigente, convocação de funcionários no 1º de maio pode gerar multas e sanções trabalhistas

O impasse nas negociações entre sindicatos de trabalhadores e empresas do setor de supermercados em Goiás permanece ainda sem definição. Sem convenção nem acordo vigente, a maior parte dos estabelecimentos deverá passar o feriado de 1º de maio de portas fechadas.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o procurador do Sindicato dos Empregados no Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Goiás (Secom-GO), Dr. José Nilton Carvalho, afirmou ser proibida a convocação de empregados e terceirizados para exercícios de funções na data.
Isso porque, conforme legislação federal, o trabalho em feriados depende de autorização em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Como a convenção coletiva de 2026 ainda não foi firmada oficialmente, portanto, sem vigor, logo não há fundamento legal para as convocações.
“Estou anunciando aqui a nulidade de qualquer escala, de qualquer empresa [supermercadista], no dia 1º de maio. Nenhuma empresa poderá descumprir essa determinação”, disse o representante do sindicato dos empregados.
A abertura dos supermercados no feriado e convocação de funcionários pode gerar multas de até um salário mínimo por empregado. Por outro lado, estabelecimentos que não necessitam de mão de obra poderão funcionar normalmente.
Como noticiado pelo Portal 6, o ponto principal sob negociação na nova CCT do setor é com relação ao trabalho aos domingos. A ideia defendida pelo Secom-GO é encerrar as atividades aos domingos, garantindo um dia fixo de descanso semanal aos funcionários.
A nova convenção deveria entrar em vigor em 1° de abril, mas ainda não houve acordo.
Em entrevista à reportagem, o superintendente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Goiás (Sincovaga-GO), Alessandro Pereira de Faria, afirmou que a entidade patronal já havia encaminhado a minuta do novo CCT ao Secom-GO em 26 de abril.
Desde então, tem aguardado retorno com aprovação dos pontos definidos ou contraproposta, sem nenhuma resposta.
A reportagem tentou contato com representantes do Secom-GO, mas não obteve retorno. O espaço para manifestação segue aberto.
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