Advogado explica: quem tem ansiedade e depressão pode ter direito a receber R$ 1.611 do INSS
Trabalhadores em tratamento psicológico ou psiquiátrico podem solicitar benefício por incapacidade temporária em casos específicos

Muita gente não sabe, mas trabalhadores diagnosticados com ansiedade, depressão e outros transtornos mentais podem receber benefícios pagos pelo INSS.
Segundo o advogado Fabricio Coelho (@fabriciocoelhoadvogado), pessoas afastadas do trabalho por problemas psicológicos conseguem solicitar o auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença.
Quando o INSS pode liberar o benefício
O INSS libera o benefício quando o trabalhador comprova que a doença impede temporariamente o exercício das atividades profissionais.
Além disso, o pedido exige documentos como:
- Laudos médicos
- Receitas de medicamentos
- Relatórios psicológicos ou psiquiátricos
- Resultado da perícia médica do INSS
Atualmente, o valor mínimo do benefício corresponde ao salário mínimo vigente, fixado em R$ 1.611 em 2026.
Doença também pode ter relação com o trabalho
Especialistas explicam que ansiedade, depressão e síndrome de burnout também podem ser reconhecidas como doenças ocupacionais.
Isso acontece principalmente quando pressão excessiva, metas abusivas ou ambiente tóxico contribuem diretamente para o adoecimento emocional do trabalhador.
Nessas situações, o funcionário ainda pode conquistar direitos adicionais, como:
- Estabilidade temporária no emprego
- Indenização trabalhista
- Depósitos do FGTS durante afastamento
- Aposentadoria por incapacidade em casos graves
- Saúde mental ganhou espaço nos debates trabalhistas
Nos últimos anos, o número de afastamentos ligados à saúde mental aumentou em todo o país. Por isso, especialistas passaram a defender mais atenção ao impacto psicológico causado pelo ambiente profissional.
Além disso, médicos e advogados reforçam que transtornos mentais possuem reconhecimento clínico e previdenciário da mesma forma que outras doenças incapacitantes.
Advogado faz alerta aos trabalhadores
Fabricio Coelho destacou nas redes sociais que muitos trabalhadores deixam de procurar ajuda por medo ou falta de informação.
No entanto, especialistas recomendam buscar orientação médica e jurídica assim que os sintomas começarem a afetar a rotina profissional e pessoal.
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