Casal teria usado empresa de fachada em Caldas Novas para lavar R$ 205 milhões do tráfico, diz polícia
Agentes também identificaram mais quatro empresas sediadas em Goiânia que fariam parte do esquema milionário de lavagem de dinheiro

A Polícia Civil divulgou novas informações sobre a 6ª fase da Operação Destroyer – “Pirâmide Vermelha” e revelou detalhes sobre um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas de uma facção criminosa de origem carioca com atuação em Goiás.
Deflagrada nesta quarta-feira (13), a ação da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) cumpriu 10 mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão em Goiânia e Caldas Novas. O principal foco da nova etapa, no entanto, foi atingir o núcleo financeiro da organização criminosa.
Segundo as investigações, o grupo teria movimentado ao menos R$ 205 milhões entre junho de 2024 e janeiro de 2026. Os valores seriam provenientes do tráfico de drogas e posteriormente ocultados por meio de empresas de fachada.
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A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 103 milhões ligados aos investigados e também a cinco pessoas jurídicas suspeitas de integrarem o esquema criminoso.
As investigações começaram após a prisão de um casal suspeito de tráfico de drogas em Goiânia, em janeiro deste ano. Eles foram identificados como Evaldo Batista dos Santos Lima Júnior e Tauane Cruvinel de Oliveira.
Conforme a Denarc, foi identificado que os lucros obtidos com o tráfico eram enviados para uma suposta empresa em Caldas Novas chamada “Chão e Teto”.
Durante o aprofundamento das apurações, a polícia concluiu que a empresa não possuía atividade real e funcionaria apenas como fachada para lavagem de capitais.
O estabelecimento estaria registrado em nome de Evaldo Batista dos Santos Lima Júnior, apontado como integrante de uma organização criminosa de alcance nacional e já condenado por organização criminosa.
Na sequência da investigação, os policiais identificaram outros integrantes responsáveis pela movimentação financeira da facção, além de mais quatro empresas sediadas em Goiânia que fariam parte do esquema milionário de lavagem de dinheiro.
A operação desta quarta também teve como objetivo ampliar a coleta de provas para identificar os destinatários finais dos recursos movimentados pela organização criminosa.
A divulgação de informações, imagens e da identificação dos presos foi realizada seguindo as regulações vigentes e autorizada pela autoridade policial responsável, considerando a possibilidade de identificação de novas vítimas e o interesse público na divulgação, além do respeito aos limites legais e às cautelas necessárias para não comprometer o andamento das investigações.
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