Inquilinos com contas de energia e água no nome podem pedir posse do imóvel por usucapião em alguns casos

Falta de contrato formal e posse prolongada podem abrir caminho para pedido de usucapião diretamente em cartório

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Inquilinos com contas de energia e água no nome podem pedir posse do imóvel por usucapião em alguns casos
(Foto: Divulgação/Equatorial Goiás)

Uma mudança no uso da usucapião extrajudicial começou a chamar atenção de proprietários e inquilinos em todo o país. Isso porque contas de água, luz e IPTU no nome do morador passaram a ganhar peso como prova de posse em processos de regularização imobiliária.

Na prática, especialistas alertam que ocupações prolongadas sem contrato formal podem gerar disputas sobre a propriedade do imóvel.

Contas no nome ajudam a comprovar posse

Segundo informações divulgadas sobre o tema, a usucapião extrajudicial ganhou mais força nos cartórios após avanços na aplicação da Lei nº 13.465/2017 e da integração com o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB).

Com isso, documentos como contas de consumo passaram a funcionar como provas importantes de que o ocupante age como dono do imóvel.

No entanto, a simples existência das contas no nome do morador não garante automaticamente direito à propriedade.

A legislação exige posse contínua, pacífica e com intenção de dono por períodos que podem variar de cinco a quinze anos, dependendo da situação. Além disso, contratos formais de aluguel costumam impedir o reconhecimento da usucapião.

Contrato verbal aumenta risco de disputa

Especialistas afirmam que o maior problema aparece em contratos verbais ou relações antigas sem documentação adequada.

Nesses casos, o proprietário pode ter dificuldade para provar que existia locação e não posse com intenção de propriedade.

Além disso, reformas feitas pelo ocupante, ausência de cobrança de aluguel e falta de oposição do dono ao longo dos anos podem fortalecer pedidos de usucapião.

Por isso, advogados recomendam contratos escritos, recibos de pagamento e atualização constante da matrícula do imóvel como formas de proteção jurídica.

Enquanto isso, inquilinos também devem manter a relação formalizada para evitar futuros conflitos envolvendo posse e propriedade.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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