Hospital que trocou bebês em Inhumas é condenado a indenização de R$ 1 milhão

Situação só foi descoberta três anos depois, quando desconfiança da paternidade fez um dos casais se separar

Natália Sezil -
Casais tiveram os filhos trocados por hospital de Inhumas. À esquerda, Yasmin e Cláudio. À direita, Isamara e Guilherme.
Casais tiveram os filhos trocados por hospital de Inhumas. À esquerda, Yasmin e Cláudio. À direita, Isamara e Guilherme. (Foto: Reprodução/Instagram)

O Hospital São Sebastião de Inhumas, responsável pela troca de dois bebês em outubro de 2021, foi condenado a pagar a indenização de R$ 1 milhão às famílias envolvidas na confusão.

A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e repercutiu entre veículos de notícias da cidade nesta segunda-feira (18). A condenação aconteceu por danos morais.

De acordo com a sentença, cada um dos familiares deverá receber R$ 250 mil. O hospital também deve ressarcir R$ 880 em danos materiais, por conta dos gastos com testes de DNA.

No documento, a magistrada teria afirmado que houve “gravíssima violação” aos direitos das famílias, reconhecendo falha na prestação do serviço hospitalar. A unidade ainda pode recorrer da decisão.

Relembre

Os dois meninos foram trocados logo após o parto no Hospital da Mulher, em Inhumas, região Metropolitana de Goiânia, em outubro de 2021. Contudo, a situação só foi descoberta três anos depois, quando um dos pais desconfiou da paternidade e pediu um exame de DNA.

A confusão escalou quando um dos casais chegou a se separar. Cláudio Alves solicitou o teste, e a então ex-esposa, Yasmin Kessia da Silva, decidiu também fazer o exame, afirmando que “se ele não fosse filho do Cláudio, também não era meu”.

Com a comprovação de que o DNA não era compatível com nenhum dos dois, eles conseguiram encontrar a outra família, que estava presente na maternidade no mesmo dia do nascimento do filho.

Foi quando Isamara Cristina Mendanha e Guilherme Luiz de Souza entraram na história. Eles também realizaram o teste com o filho, que se mostrou ser incompatível.

Apenas quatro anos depois do nascimento, em outubro de 2025, a Justiça decidiu que os bebês trocados deveriam ser devolvidos às famílias biológicas. Pela determinação, a mudança deveria ser gradual, com as crianças convivendo com os quatro pais de forma planejada.

De acordo com informações da época, os meninos tiveram as certidões de nascimento alteradas. O novo documento consta os nomes dos dois pais e das duas mães.

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Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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