Justiça decide que bebês trocados em maternidade de Inhumas terão nomes dos quatro pais na certidão de nascimento
Retorno do vínculo biológico foi efetivado com a devolução de cada menino ào casal que os gerou

Imagine ter na certidão de nascimento o nome de quatro pais. Assim será o documento dos dois meninos que foram trocados em uma maternidade de Inhumas e devolvidos aos pais biológicos na última terça-feira (07), atendendo a uma decisão da Justiça.
Agora, a menção dos nomes dos dois casais, que criaram vínculos com as crianças, também consta em uma decisão. Os quatro foram denominados de pais biológicos e socioafetivos.
Assim, constarão nos registros dos dois garotinhos tanto os nomes de Yasmin Kessia da Silva e Cláudio Alves quanto Isamara Cristina Mendanha e Guilherme Luiz de Souza, os personagens que passaram a difícil troca.

Nomes dos pais biológicos e dos socioafetivos passaram a constar nas certidões de nascimento dos meninos. (Foto: Captura/TV Anhanguera)
Além de os meninos terem quatro pais para chamar de “seus”, a Justiça ainda determinou como será a rotina de agora em diante, também visando manter o vínculo biológico e socioafetivo.
Como será
Em dias de semana, de segunda a sexta-feira, os garotinhos vão ficar nas casas dos pais biológicos.
No primeiro fim de semana do mês, as duas crianças vão ficar na casa da Yasmin e de Cláudio e no segundo fim de semana do mês, os dois meninos ficam na casa da Isamara e de Guilherme.
Já no terceiro fim de semana do mês, cada menor vai ficar separado na casa dos pais biológicos. Por fim, no quarto fim de semana do mês, cada menino fica na casa dos pais socioafetivos, ou seja, os pais que os criaram até então.
Ao Portal G1, o juiz disse que a medida busca assegurar o melhor interesse das crianças, que foram criadas até agora pelos pais socioafetivos, mas que também têm direito à convivência com a família biológica.
Relembre
Os dois meninos nascidos no dia 15 de outubro de 2021 foram trocados no Hospital da Mulher da cidade da Região Metropolitana de Goiânia.
As famílias, que se conheceram na maternidade, só descobriram a troca em outubro de 2024, após um teste de DNA solicitado pelo ex-marido de uma das mães, Yasmin da Silva. O exame revelou que nenhum dos três — mãe, pai e bebê — tinha laços sanguíneos.
O outro casal também fez o teste e teve resultado negativo. As famílias decidiram criar as crianças como irmãos e planejam morar próximas.
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