Rede bastante querida pelos clientes tem mais de 130 lojas fechadas
Dona de marcas populares redesenha sua presença global e aposta em lojas maiores, tecnologia e integração com o comércio online

Uma marca que virou referência para quem acompanha tendências de moda está mudando a forma de ocupar ruas, shoppings e centros comerciais pelo mundo.
A Inditex, dona da Zara e de outras bandeiras populares, decidiu concentrar esforços em uma operação mais enxuta e conectada ao digital.
O movimento ajuda a explicar por que uma rede tão querida pelos consumidores aparece agora ligada ao fechamento de mais de 130 lojas. No recorte de nove meses encerrado em outubro de 2025, o grupo operava 5.527 unidades, contra 5.659 no mesmo período do ano anterior, uma redução líquida de 132 pontos físicos.
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A mudança, porém, não representa uma simples retração. A estratégia passa por substituir lojas menores ou sobrepostas por unidades maiores, mais bem localizadas e capazes de atender tanto o cliente presencial quanto quem compra pela internet.
No fechamento do ano fiscal de 2025, a Inditex terminou com 5.460 lojas em operação. No período, informou 190 aberturas, 217 reformas, incluindo 96 ampliações, e 293 absorções dentro do processo de otimização comercial.
Na prática, a loja física deixou de ser apenas um ponto de venda. Ela passou a funcionar também como vitrine da marca, espaço de retirada de pedidos, local para trocas e apoio logístico.
A Zara é o principal exemplo dessa transformação. A marca vem investindo em unidades mais amplas, integração de estoque, atendimento assistido e soluções que aproximam aplicativo, site e experiência dentro da loja.
O avanço do digital também pesa nessa decisão. Em 2025, as vendas online da Inditex chegaram a 10,7 bilhões de euros, com crescimento de 4,8%, reforçando a importância do consumidor que alterna entre celular e ponto físico.
Mesmo com menos lojas, o grupo registrou vendas de 39,9 bilhões de euros e lucro líquido de 6,2 bilhões de euros. Também ampliou a área total de vendas, sinal de que a prioridade deixou de ser quantidade de endereços e passou a ser eficiência.
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