Entenda por que empresários de Anápolis têm apostado no cooperativismo para impulsionar seus negócios
Para especialista do Sicredi Celeiro Centro-Oeste, município reúne características que justificam estrutura acima da média para cidades do mesmo porte
Anápolis se consolidou como um dos principais polos econômicos de Goiás. A força da indústria, o avanço da construção civil, a movimentação do comércio e a ligação histórica com o agronegócio criaram um ambiente favorável para diferentes modelos de negócios.
Nesse cenário, um dado chama atenção: o município conta com sete agências do Sicredi. O número é considerado expressivo para uma cidade do porte de Anápolis e ajuda a explicar como o cooperativismo financeiro ganhou espaço entre empresários, produtores rurais, profissionais liberais e pessoas físicas.
Segundo Jean Henrique Weihrich, gerente regional de Desenvolvimento da Sicredi Celeiro Centro-Oeste, essa presença acompanha o ritmo da economia local.
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“Anápolis é um polo estratégico em Goiás. A cidade tem indústria, comércio, construção civil e agronegócio, e isso gera uma demanda consistente por soluções financeiras próximas, personalizadas e com relacionamento de longo prazo.”
Para ele, o município reúne características que justificam uma estrutura acima da média para cidades do mesmo porte.
“A expansão é resultado do crescimento econômico sustentável de Anápolis, da demanda crescente por crédito e investimentos e da preferência por instituições que entregam valor ao associado. O modelo cooperativo se fortalece porque reinveste localmente e mantém proximidade com quem faz parte da cooperativa”, salienta.

Agência Jaiara da Sicredi Celeiro Centro Oeste. (Foto: Reprodução/Sicredi)
Economia diversificada impulsiona cooperativismo
Para Jean, a diversidade econômica de Anápolis é um dos principais fatores para esse crescimento.
O município reúne um parque industrial consolidado, empresas de logística, o polo farmacêutico, comércio forte, construção civil aquecida e uma ligação histórica com o agronegócio.
Essa combinação aumenta a demanda por capital de giro, investimentos, financiamento de obras, crédito rural e soluções financeiras voltadas para empresas de diferentes segmentos.
Segundo o gerente, o perfil dos associados acompanha essa diversidade.
“Temos empresários do comércio e dos serviços, indústrias, fornecedores da cadeia produtiva, produtores rurais, profissionais liberais e pessoas físicas. É um público que valoriza relacionamento, transparência e participação nas decisões.”
Na avaliação dele, esse movimento também demonstra a maturidade econômica do município.
“A presença forte das cooperativas indica uma economia organizada, colaborativa e com foco no desenvolvimento de longo prazo. As cooperativas mantêm os recursos circulando na própria cidade, financiam negócios locais, geram emprego e renda e estimulam o empreendedorismo”, destaca.
Atendimento construído em Anápolis ultrapassou fronteiras

Posto Aldeia do Valle, localizado em Santa Maria das Barreiras, no sul do Pará. (Foto: Arquivo pessoal)
Esse modelo de relacionamento pode ser visto na história do empresário e agropecuarista Eduardo Esteves de Azevedo.
Embora seja conhecido em Anápolis, sua principal operação empresarial está localizada em Santa Maria das Barreiras, no sul do Pará, onde é proprietário da rede de postos Aldeia do Valle, voltada ao comércio de combustíveis.
Mesmo com toda a operação concentrada em outro estado, Eduardo optou por manter seu relacionamento financeiro com o Sicredi de Anápolis.
A folha de pagamento dos funcionários, operações de crédito e boa parte das movimentações financeiras da empresa continuam sendo realizadas por meio da cooperativa instalada na cidade goiana.
Segundo ele, essa escolha foi construída pela confiança adquirida ao longo dos anos.
“É algo personalizado, de acordo com a necessidade. A gente apresenta a demanda para o gerente e a experiência é de que as coisas são resolvidas com agilidade.”
No setor de combustíveis, onde oscilações de preços exigem reposição rápida de estoque e disponibilidade de capital, essa agilidade faz diferença.
“O apoio foi importante para a expansão da empresa, especialmente em períodos sazonais ou quando há alta no combustível e precisamos reabastecer os postos.”
Mesmo administrando um negócio a cerca de 1.700 quilômetros de Anápolis, Eduardo nunca cogitou transferir essa relação para outra instituição financeira.
“O atendimento e a proximidade foram decisivos para continuar. Não tem que mexer no que está dando certo.”
*Colaborou Augusto Araújo
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