Nova tendência está mudando o design das cozinhas brasileiras

A busca agora não é mais pela perfeição estéril, mas por cozinhas com alma, que respiram, mudam de lugar e refletem a história real de quem nelas habita

Isabella Valverde Isabella Valverde -
Nova tendência está mudando o design das cozinhas brasileiras
(Imagem: Reprodução/ IA)

Esqueça as réguas, os projetos milimétricos e os armários que parecem fundidos à parede. Por décadas, a cozinha planejada foi o ápice do desejo nos lares brasileiros, prometendo um aproveitamento total de espaço e um visual imaculado.

No entanto, um movimento silencioso está “descolando” os móveis do chão e das paredes. A busca agora não é mais pela perfeição estéril, mas por cozinhas com alma, que respiram, mudam de lugar e refletem a história real de quem nelas habita.

O fim da era do “engessamento”

O declínio dos modelos tradicionais de marcenaria fixa não acontece por acaso. Em um mundo onde as mudanças são rápidas e as rotinas dinâmicas, o “planejado” tornou-se sinônimo de rigidez. Uma vez instalado, o layout é definitivo; qualquer alteração exige marreta, poeira e altos custos.

Além disso, a uniformidade estética saturou. O novo consumidor foge do óbvio e das cozinhas “copia e cola” de showrooms, buscando ambientes que fujam da simetria perfeita em favor de um estilo mais espontâneo, acolhedor e, sobretudo, mutável.

A revolução do “Build Your Own”

A bola da vez é o conceito “build your own” (construa você mesmo). Trata-se de montar o ambiente peça por peça, como um quebra-cabeça de memórias e funções. Nesse cenário, o protagonismo sai dos armários fechados e pesados e passa para:

Móveis Soltos: Buffets, cristaleiras de família, carrinhos de apoio e estantes que podem migrar da cozinha para a sala, ganhando novas utilidades.

Prateleiras Abertas: Elas expõem louças, temperos e panelas, transformando o uso cotidiano em parte da decoração e deixando tudo à mão.

Ilhas Móveis: Bancadas centrais que não são fixas permitem que a cozinha se adapte — ora como área de preparo, ora como mesa para receber amigos.

Autenticidade na textura e no tempo

Seguindo a filosofia do slow living, a nova cozinha brasileira valoriza materiais em seu estado mais puro. Madeira com veios aparentes, pedras naturais, cerâmica artesanal e aço inox trazem texturas que o laminado padrão não consegue replicar.

Aqui, a marca do tempo não é um defeito, mas uma prova de vida. Um móvel com desgaste natural ou uma peça reaproveitada trazem um aconchego que a perfeição industrial costuma anular.

Sustentabilidade sob um novo ângulo

Além do estilo, há uma questão prática e ecológica. Cozinhas compostas por elementos independentes combatem o desperdício. Se um módulo estraga ou se você decide renovar o visual, não é necessário descartar a estrutura inteira — troca-se apenas a peça necessária. É uma forma de consumo consciente que acompanha a nova face da cozinha: o centro social da casa, que hoje funciona como escritório, bar e sala de estar.

Ao escolher móveis que podem ser movidos e bancadas que se ajustam, o brasileiro está redescobrindo que a melhor receita para uma cozinha moderna não está no projeto mais caro, mas na liberdade de deixar o ambiente evoluir junto com a própria vida.

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Isabella Valverde

Isabella Valverde

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, com passagens por veículos como a TV Anhanguera, afiliada da TV Globo no estado. É editora do Portal 6 e especialista em SEO e mídias sociais, atuando na integração entre jornalismo de qualidade e estratégias digitais para ampliar o alcance e o engajamento das notícias.

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