O melhor tratamento contra gordura no fígado, segundo endocrinologistas

Mudanças no estilo de vida ainda são a estratégia mais eficaz para reduzir a esteatose e evitar que o problema evolua para inflamação e cirrose

Isabella Valverde Isabella Valverde -
A gordura no fígado costuma surgir sem sinais claros e, na maioria dos casos, melhora quando o corpo volta a ter equilíbrio com mudanças simples e consistentes na rotina
A gordura no fígado costuma surgir sem sinais claros e, na maioria dos casos, melhora quando o corpo volta a ter equilíbrio com mudanças simples e consistentes na rotina (Foto: Reprodução/Freepik)

A gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, é um problema cada vez mais comum e muitas vezes aparece sem sintomas.

Em grande parte dos casos, ela está ligada ao ganho de peso, resistência à insulina, diabetes tipo 2, colesterol alto e hábitos alimentares ruins, além do consumo frequente de álcool em algumas situações.

Segundo endocrinologistas, o tratamento mais eficaz não começa com remédio, mas com um conjunto de mudanças consistentes no estilo de vida, capazes de reduzir a gordura acumulada no órgão e impedir que a doença evolua para quadros mais graves, como inflamação do fígado, fibrose e até cirrose.

O principal ponto é a perda de peso, mesmo que seja moderada. Reduzir alguns quilos já costuma melhorar exames e diminuir a gordura hepática, especialmente quando a mudança acontece de forma gradual e sustentada, sem dietas extremas.

Isso porque o fígado responde muito bem quando o corpo volta a ter melhor controle metabólico.

Outro pilar importante é a alimentação equilibrada, com menos açúcar, ultraprocessados, bebidas adoçadas e excesso de carboidratos refinados.

Endocrinologistas costumam recomendar mais comida de verdade, com verduras, legumes, proteínas magras, fibras e gorduras boas, já que isso ajuda diretamente no controle da glicemia e na redução da gordura abdominal, que é uma das maiores vilãs do fígado.

A atividade física regular também entra como parte essencial do tratamento.

Exercícios, mesmo os mais simples, melhoram a sensibilidade à insulina e contribuem para reduzir a gordura do fígado, além de ajudar no controle da pressão e do colesterol.

O resultado é um corpo funcionando melhor e um fígado menos sobrecarregado.

Em alguns casos, especialmente quando há diabetes, obesidade ou alterações graves nos exames, o médico pode considerar o uso de medicamentos para controlar o metabolismo e reduzir riscos associados.

Ainda assim, especialistas reforçam que nenhuma medicação substitui os efeitos da rotina saudável, que continua sendo o caminho mais eficiente e seguro.

Com diagnóstico precoce e acompanhamento, a gordura no fígado pode regredir, e o tratamento certo costuma trazer melhora real em poucos meses, desde que o paciente mantenha disciplina e faça ajustes contínuos no dia a dia.

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Isabella Valverde

Isabella Valverde

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, com passagens por veículos como a TV Anhanguera, afiliada da TV Globo no estado. É editora do Portal 6 e especialista em SEO e mídias sociais, atuando na integração entre jornalismo de qualidade e estratégias digitais para ampliar o alcance e o engajamento das notícias.

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