Defesa do acusado de matar ex-sogro em farmácia de Goiânia alega transtornos mentais em véspera de novo júri

Advogados afirmam que contarão com suporte psiquiátrico para esclarecer estado psíquico do acusado no momento do crime

Samuel Leão Samuel Leão -
Felipe Gabriel Jardim Gonçalves senta novamente no banco dos réus após o primeiro julgamento ser anulado por mal-estar de jurada Farmácia
Felipe chegou a pular sobre o balcão para alvejar o sogro, já caído no chão. (Foto: Reprodução)

A poucas horas de se sentar novamente no banco dos réus, a defesa de Felipe Gabriel Jardim Gonçalves divulgou uma nota oficial detalhando a estratégia que será adotada no novo julgamento, marcado para esta segunda-feira (19).

O acusado, que responde pela morte do ex-sogro num crime que chocou a capital, terá a sua condição mental como o ponto central da tese defensiva perante o Tribunal do Júri.

A Defesa Técnica pretende levar ao plenário uma abordagem fundamentada em critérios técnico-científicos, segundo a nota emitida.

Para tal, os advogados confirmaram que contarão com o suporte direto de profissionais da Psicologia Jurídica e da Psiquiatria Forense.

O objetivo é apresentar aos jurados o histórico de transtornos mentais que, segundo a defesa, acompanham Felipe Gabriel ao longo da vida.

Em nota, os defensores destacam que a intenção é esclarecer as “condições psíquicas em que ele se encontrava no momento dos fatos”.

A defesa sustenta que a atuação visa assegurar o devido processo legal e a dignidade da pessoa humana, confiando que o julgamento decorrerá com serenidade e atenção às provas apresentadas.

“A Defesa Técnica esclarece que há elementos constantes nos autos cuja adequada contextualização e esclarecimento ocorrerão no momento processual pertinente”, afirma o documento.

Este novo júri é aguardado com grande expectativa, uma vez que o caso envolveu imagens de câmeras de segurança que repercutiram nacionalmente.

A estratégia de focar na saúde mental do réu surge como uma tentativa de contextualizar as ações de Felipe Gabriel naquela tarde de 2022, procurando uma interpretação jurídica que leve em conta a sua imputabilidade ou possíveis atenuantes psiquiátricos.

Em tempo

O crime que motiva o julgamento ocorreu no dia 27 de Junho de 2022, dentro de uma farmácia no Setor Bueno, em Goiânia. Felipe Gabriel Jardim Gonçalves entrou no estabelecimento e disparou contra o seu ex-sogro, o polícia civil reformado João do Rosário Leão, de 63 anos.

O ataque foi motivado, supostamente, por uma queixa de ameaça que o suspeito havia registado contra o então genro na manhã do mesmo dia. João do Rosário não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital.

O crime foi gravado pelas câmeras do estabelecimento, mostrando o momento em que ele entra no local e efetua os disparos à queima-roupa, fugindo logo em seguida.

Felipe foi preso dias depois e, desde então, o processo tem sido marcado por reviravoltas jurídicas até chegar a este novo julgamento.

Com a palavra, a defesa de Felipe:

A Defesa Técnica de Felipe Gabriel Jardim Gonçalves esclarece que há elementos constantes nos autos cuja adequada contextualização e esclarecimento ocorrerão no momento processual pertinente, em Plenário do Tribunal do Júri, com observância integral do contraditório e da plenitude de defesa.

A Defesa Técnica contará no plenário com suporte de profissionais da Psicologia Jurídica e da Psiquiatria Forense, com o objetivo de esclarecer o histórico de Transtornos Mentais que acometem o Sr. Felipe Gabriel ao longo de sua vida, bem como as condições psíquicas em que ele se encontrava no momento dos fatos.

A atuação da Defesa Técnica tem por finalidade assegurar que o julgamento ocorra com base em critérios técnico-científicos, em estrita observância aos princípios constitucionais do devido processo legal e da dignidade da pessoa humana.

Por fim, reafirma que confia na Justiça e aguarda que o julgamento transcorra com serenidade, atenção às provas e respeito às garantias legais.

Para mais informações, se necessário: eventuais esclarecimentos institucionais serão prestados exclusivamente por meio dos canais oficiais dos defensores.

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Samuel Leão

Samuel Leão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás, com passagens por veículos como Tribuna do Planalto e Diário do Estado. É mestrando em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado pela Universidade Estadual de Goiás. Passou pela coluna Rápidas. Atualmente, é repórter especial do Portal 6.

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