Pouca gente sabe, mas limpar o vaso com papel higiênico é um erro
Hábito comum no banheiro pode danificar o assento, acumular sujeira invisível e dificultar a limpeza ao longo do tempo

É quase automático: caiu uma gota de água ou surgiu uma mancha no assento do vaso, a primeira reação é pegar papel higiênico e passar por cima. O gesto parece prático, rápido e até higiênico. Mas o que muita gente não imagina é que esse costume, repetido todos os dias, pode causar exatamente o efeito contrário ao desejado.
Apesar da aparência macia, o papel higiênico não é tão inofensivo quanto parece. Quando esfregado com frequência sobre o assento — geralmente feito de plástico — ele age como um abrasivo fino.
As fibras irregulares do papel provocam microarranhões quase imperceptíveis a olho nu, mas suficientes para alterar a textura da superfície de forma permanente.
O desgaste não acontece de uma vez. Cada limpeza causa um dano mínimo, que passa despercebido. Com o tempo, porém, a repetição do hábito cria uma superfície áspera, opaca e mais vulnerável à sujeira.
O problema se intensifica quando o assento está úmido, já que a combinação de água e atrito aumenta a fricção e acelera o processo de desgaste, especialmente com papéis mais ásperos ou de baixa qualidade.
Esses microarranhões acabam se tornando verdadeiros esconderijos para resíduos e microrganismos. Em vez de um assento mais limpo, o resultado é uma área que suja com mais facilidade e exige limpezas cada vez mais frequentes.
Manchas começam a aparecer com mais insistência, o brilho natural se perde e até odores podem se intensificar, já que produtos de limpeza nem sempre alcançam o fundo dessas pequenas ranhuras.
Para evitar esse problema, a forma de limpeza faz toda a diferença. O ideal é abandonar o papel higiênico e optar por materiais mais adequados.
Panos de microfibra ou esponjas macias limpam com eficiência sem agredir o plástico. Um pano levemente umedecido com água e detergente neutro já é suficiente para a limpeza do dia a dia. Em respingos recentes, não há necessidade de esfregar com força.
Também é importante evitar esponjas abrasivas, palhas de aço ou o lado áspero das esponjas, que causam danos imediatos e visíveis. Após a limpeza, secar bem o assento ajuda a prevenir manchas e reduz a umidade, dificultando a proliferação de fungos e bactérias.
Se o assento já apresenta sinais de desgaste, ainda há o que fazer. Em casos leves, produtos específicos para polimento de plástico podem amenizar os riscos e recuperar parte do brilho.
Para sujeira acumulada, uma limpeza mais profunda com bicarbonato dissolvido em água pode ajudar a remover resíduos presos nos arranhões sem agravar o problema.
Quando o dano é excessivo, com manchas permanentes e superfície muito áspera, a troca do assento se torna a solução mais segura — e costuma ser simples e acessível.
Pequenas mudanças de hábito fazem diferença. Ao trocar o papel higiênico por materiais adequados, o assento dura mais, fica realmente limpo e o banheiro se mantém higiênico por muito mais tempo.
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