Geração z está lendo menos, mas hábito faz bem ao cérebro
Entre telas e conteúdo rápido, a leitura perdeu espaço na rotina de muita gente. O problema é que ler com frequência ajuda na memória e ainda pode fortalecer habilidades ligadas ao aprendizado

Vídeos curtos, notificações e o “scroll” sem fim mudaram a forma como a Geração Z consome informação e entretenimento. No meio dessa disputa por atenção, um hábito antigo vem ficando para trás: ler com calma, por prazer.
Para muita gente, o livro virou algo para quando der e, na prática, quase nunca dá.
O que poucos percebem é que a leitura não é só um passatempo. Ela funciona como um treino mental. Exige atenção sustentada, obriga o cérebro a construir imagens, organizar ideias, conectar causas e consequências e lidar com vocabulário novo.
Esse processo, repetido ao longo do tempo, tende a melhorar a compreensão de textos, a clareza para escrever e até a capacidade de argumentar.
Além do aprendizado, ler também pode ajudar no bem-estar. Momentos de leitura costumam reduzir a sensação de aceleração constante, oferecendo uma pausa real do excesso de estímulos.
Quando o conteúdo envolve histórias e personagens, há um ganho importante: entender melhor emoções e perspectivas diferentes, o que pode fortalecer empatia e comunicação.
Para quem sente dificuldade em voltar, a saída não é virar leitor do dia para a noite. O caminho mais simples é reduzir a meta.
Dez minutos por dia, um capítulo curto, um tema que realmente interesse e um ambiente sem distrações já ajudam. Aos poucos, a mente reaprende a ficar presente, e o hábito, que parecia perdido, volta a fazer parte da rotina.
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