Aos 15 anos, jovem prodígio conclui faculdade em física quântica e propõe novas ideias sobre inteligência humana
Belga Laurent Simons se torna um dos mais jovens doutores do mundo em física quântica e defende a integração entre ciência, medicina e inteligência artificial

Aos 15 anos, o belga Laurent Simons alcançou um feito raro até mesmo entre cientistas experientes. Considerado por muitos como o “novo Einstein”, o jovem prodígio defendeu com sucesso seu doutorado em física quântica na Universidade de Antuérpia, na Bélgica.
Com isso, ele se tornou possivelmente um dos mais jovens doutores do mundo na área. Agora, no entanto, Laurent afirma que seus objetivos vão além da física e envolvem ampliar a inteligência humana e aumentar a expectativa de vida.
Segundo a emissora belga VTM Nieuws, a defesa da tese ocorreu em novembro de 2025. Logo após concluir o doutorado, Laurent declarou que o título representa apenas mais uma etapa de um projeto científico maior.
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Dessa forma, ele deixou claro que vê a conquista como um ponto de partida, e não como um fim.

(Foto: Captura de tela/YouTube)
Trajetória acadêmica acelerada desde a infância
A história de Laurent Simons chama atenção desde muito cedo. Primeiro, ele ingressou no ensino fundamental aos quatro anos e concluiu essa etapa aos seis.
Em seguida, aos oito anos, terminou o ensino médio, em um ritmo considerado excepcional mesmo entre alunos superdotados.
Além disso, aos 12 anos, Laurent concluiu a graduação em Física com distinção na Universidade de Antuérpia. O curso, que normalmente dura três anos, foi finalizado em apenas 18 meses.
Enquanto muitos estudantes ainda iniciam a vida acadêmica, ele já avançava para níveis superiores de pesquisa.
Ainda nessa idade, Laurent conquistou um mestrado em física quântica. Suas pesquisas se concentraram em temas complexos, como bosões, buracos negros e condensados de Bose–Einstein em temperaturas extremamente baixas.
De acordo com relatos acadêmicos, ele possui memória fotográfica e um quociente de inteligência estimado em 145, nível alcançado por cerca de 0,1% da população mundial.
Da física à medicina: foco na vida humana
Apesar do destaque na física teórica, Laurent afirma que seu principal interesse está na aplicação prática do conhecimento científico. Essa motivação surgiu após a morte dos avós, quando ele tinha apenas 11 anos.
A partir desse momento, passou a se dedicar à ideia de prolongar a vida humana e melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Por isso, seu foco atual envolve a integração entre física, química, medicina e inteligência artificial. Logo depois de concluir o doutorado em física quântica, Laurent se mudou para a Alemanha.
Atualmente, ele já está matriculado em um segundo doutorado em medicina, com ênfase em inteligência artificial aplicada à saúde.
“É um programa separado da física”, explicou seu pai, Alexander Simons, em entrevista à emissora belga VTM. Assim, a família reforçou que o jovem segue caminhos acadêmicos distintos, mas complementares.
Interesse internacional e cautela da família
Com tamanho talento, Laurent Simons despertou o interesse de grandes empresas de tecnologia e centros de pesquisa nos Estados Unidos e na China.
Segundo o jornal The Brussels Times, diversas instituições procuraram seus pais com propostas para integrar projetos científicos de alto nível.
No entanto, a família recusou todas as ofertas. De acordo com os pais, a decisão busca garantir que o desenvolvimento intelectual do filho caminhe junto com seu bem-estar emocional.
Dessa maneira, eles tentam equilibrar a genialidade com uma infância e adolescência saudáveis.
“Existem dois Laurents: o cientista e o menino”, afirmou o pai em entrevista concedida em 2022. Por fim, a família destaca que a prioridade não está apenas nas conquistas acadêmicas, mas também em assegurar que as pesquisas tragam benefícios reais à medicina e à sociedade.
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