Engenheira denuncia Aurora Eadi por usar laranjas, propinas e aliciamento de mão de obra em Anápolis

Vídeo publicado nas redes sociais lista sequência de experiências que mostrariam supostas ilegalidades cometidas

Natália Natália Sezil -
Engenheira denuncia Aurora Eadi por usar laranjas, propinas e aliciamento de mão de obra em Anápolis
Engenheira fez série de denúncias graves contra Aurora Eadi em publicação. (Foto: Reprodução)

Após uma sequência de polêmicas envolvendo a operação do Porto Seco e construções sobre a área de domínio ferroviário em Anápolis, a Aurora da Amazônia Terminais e Serviços Ltda (Aurora Eadi) volta ao centro das atenções por conta de supostas irregularidades.

Desta vez, as acusações vêm de uma ex-funcionária, que publicou um vídeo no TikTok na quarta-feira (11) listando uma série de falcatruas que estariam sendo cometidas pela empresa há cerca de dois anos.

Dentre os tópicos destacados, a engenheira alega o uso de “laranjas”, execução de projetos que não haviam sido aprovados, aliciação de mão de obra e o uso de propinas para fechar orçamentos.

Dizendo ter medo de represálias, ela aponta que buscou contato com a Aurora Eadi, mas sem sucesso. Afirmou: “estou abrindo processo judicial, tentei notificar extrajudicialmente, tentei conversar e o advogado ignorou”.

Disse, também, que a empresa tem dívidas pendentes com ela até hoje – por conta de taxas de uso de solo, pagas à Prefeitura, e da obtenção de maquinário, que não foi usado porque a empresa teria desistido do projeto logo depois.

Enquanto apenas menciona alguns tópicos, a profissional decide explicar outros. Detalha, por exemplo, os “laranjas”: afirma que a Aurora Eadi estaria usando nome de terceiros, em nada relacionados ao trabalho, para começar a atuar em Anápolis.

Da mesma forma, explica o que define como falcatruas: em vez de executar o orçamento mais barato, diz que “eles pegavam, escolhiam uma pessoa e recebiam propina dessa pessoa”.

“Eu tinha provas de que eles estavam fechando contrato com uma empresa que era do engenheiro da obra, por R$ 800 mil, e colocando a minha empresa para executar o serviço, pagando por diária”, continua.

A construtora alega, ainda, que uma outra engenheira alterou o projeto dela de forma ilegal – dizendo que o trabalho continua sendo usado junto a órgãos de infraestrutura no estado, sendo assinado por uma pessoa que não foi a real responsável.

O Portal 6 entrou em contato com a engenheira e ela demonstrou interesse em dar entrevista. Porém, isso ainda não ocorreu.

A reportagem também pediu um esclarecimento à Aurora Eadi, que enviou o seguinte posicionamento:

“Em relação às declarações recentemente veiculadas por fornecedora de pavers acerca de suposto inadimplemento contratual, a empresa esclarece que não houve recusa injustificada de pagamento, mas sim reprovação técnica do material entregue, conforme previsto em contrato e nas especificações técnicas do pedido.

Os pavers fornecidos foram submetidos a ensaios laboratoriais por empresa independente de controle tecnológico contratada pela obra, a LTEC – Central de Tecnologia de Anápolis, seguindo a norma ABNT NBR
9781:2013.

Os resultados foram os seguintes:
    •    Primeiro ensaio: resistência característica à ruptura de 4,26 MPa 
    •    Segundo ensaio (após oportunidade de correção): 9,04 MPa 

Para pavimento intertravado destinado a tráfego de veículos, a exigência técnica mínima é de 50 MPa, conforme a própria especificação de referência utilizada no laudo. 

Ou seja, os produtos entregues apresentaram desempenho muito inferior ao mínimo exigido, tendo sido formalmente reprovados pela empresa laudadora independente. Diante disso, a obra, por dever técnico e de segurança, não poderia receber nem aplicar o material.

Importante registrar que, mesmo após a primeira reprovação, foi concedida nova oportunidade para adequação do produto, com repetição dos testes. Ainda assim, o material permaneceu fora dos parâmetros técnicos necessários para utilização em pavimentação com auto-tráfego.

Quanto aos demais pontos mencionados pela fornecedora, tratam-se de ilações confusas e desconectadas da realidade técnica do contrato e da obra. Permanecemos, entretanto, totalmente à disposição para esclarecimentos diretos e transparentes, caso ela deseje dialogar tecnicamente sobre os fatos.

Ressaltamos que mantemos respeito pela profissional enquanto prestou serviços à obra, reconhecendo a parceria havida naquele período. A gestão da obra foi conduzida por empresa especializada contratada justamente para garantir o cumprimento de normas técnicas, segurança e qualidade dos materiais empregados.

A empresa segue aberta ao diálogo e reafirma seu compromisso com a transparência, a boa-fé contratual e o rigor técnico em todas as etapas de suas obras.”

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Natália

Natália Sezil

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás, é estagiária do Portal 6 e atua na cobertura do cotidiano. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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