Esqueça caminhada e corrida: o melhor exercício para quem tem mais de 45 anos
Atividade combina queima de gordura, proteção das articulações e melhora do humor — tudo em apenas 30 minutos

Depois dos 45, muita gente acredita que a única forma de queimar gordura é caminhar longas distâncias ou enfrentar a esteira.
No entanto, existe uma alternativa mais dinâmica, menos monótona e igualmente eficiente — que, além de trabalhar o corpo, ainda fortalece a mente.
A dança vem ganhando espaço como um dos exercícios mais completos para essa fase da vida.
Ela une movimento cardiovascular, coordenação, prazer e constância.
E, justamente por ser envolvente, aumenta as chances de se tornar um hábito duradouro.
Por que a dança funciona tão bem após os 45?
Com o avanço da idade, o corpo passa por mudanças naturais, como redução gradual da massa muscular e do metabolismo.
Por isso, escolher atividades que elevem a frequência cardíaca sem sobrecarregar as articulações faz toda a diferença.
A dança cumpre esse papel.
Movimentos ritmados elevam os batimentos cardíacos e estimulam a queima calórica sem o impacto repetitivo típico da corrida.
Além disso, diretrizes internacionais recomendam cerca de 150 minutos semanais de atividade física moderada — e duas ou três aulas de dança por semana já ajudam a alcançar essa meta.
Outro benefício importante é o emocional.
A música, os ritmos variados e a sensação de evolução contribuem para melhorar o humor, reduzir o estresse e aumentar a disposição no dia a dia.
Como a dança ajuda na queima de gordura?
A queima calórica está diretamente ligada à frequência cardíaca.
Quanto mais o coração trabalha dentro de uma faixa segura, maior o gasto energético.
Uma forma simples de estimar a frequência cardíaca máxima é usar a fórmula: 220 menos a idade.
Aos 45 anos, por exemplo, o valor estimado é 175 batimentos por minuto.
Dessa forma, a zona ideal para treino moderado fica entre 50% e 85% desse número.
Durante uma aula estruturada de dança, é possível atingir esses níveis de forma natural, especialmente quando há variação de intensidade ao longo da música.
Em sessões mais animadas, o gasto calórico pode se aproximar — ou até superar — o de uma caminhada prolongada, com a vantagem de ser mais estimulante.
Estrutura simples para começar
Não é preciso horas disponíveis para obter resultados. Uma sessão de 30 minutos já é suficiente quando bem organizada:
- Aquecimento (5 minutos): marcha leve no lugar, movimentos de braços e quadris.
- Parte principal (20 minutos): alternar ritmos moderados com picos curtos de intensidade.
- Recuperação (3 minutos): passos mais lentos para normalizar a respiração.
- Alongamento (2 minutos): foco em pernas, lombar e quadris.
Praticar essa rotina três vezes por semana já promove ganhos visíveis ao longo das semanas.
O papel da força e da natação
Embora a dança seja excelente para o coração e para o humor, combinar a atividade com exercícios de força é fundamental para preservar a massa muscular.
Agachamentos controlados, exercícios com peso moderado ou treinos funcionais ajudam a manter o metabolismo ativo.
Já a natação surge como opção complementar de baixo impacto, fortalecendo o corpo sem exigir esforço excessivo das articulações.
Por isso, a combinação ideal envolve dança para o condicionamento cardiovascular e exercícios de força para manutenção muscular.
Como acompanhar o progresso
Relógios esportivos, monitores de frequência cardíaca ou aplicativos de treino ajudam a acompanhar a intensidade e o gasto calórico.
No entanto, os números devem servir como guia — não como obsessão.
O mais importante é manter regularidade, sentir evolução na resistência e perceber melhorias no bem-estar geral.
Mais que exercício, uma mudança de rotina
Para quem tem mais de 45 anos, a dança oferece algo que vai além da estética.
Ela promove saúde cardiovascular, ajuda no controle do peso, melhora a postura e reduz o estresse.
Com uma playlist animada e, se possível, companhia, a atividade deixa de ser obrigação e se transforma em momento prazeroso.
No fim das contas, talvez o melhor exercício não seja o mais tradicional — mas sim aquele que você consegue manter com constância e alegria.
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