Estudo revela que a legalização da maconha para uso recreativo ou medicinal leva à redução de diferentes tipos de crimes
Pesquisa aponta associação entre legalização da cannabis e queda de crimes, com efeitos distintos e percebidos ao longo dos anos

A legalização da maconha está associada à redução de diferentes tipos de crimes, segundo um estudo publicado na revista Economic Modelling, com base em dados de todos os estados dos Estados Unidos. A análise aponta que os impactos variam conforme o modelo de regulação adotado.
De acordo com os pesquisadores, a liberação da planta aparece relacionada à queda de crimes violentos em alguns contextos, enquanto, em outros, há associação com a diminuição de crimes patrimoniais. Apesar disso, os efeitos não são imediatos.
Foi identificado que os impactos acerca da redução da criminalidade é influenciado pela forma como é feita a legalização. Em determinadas abordagens regulatórias, há associação com a redução de crimes patrimoniais; já em outras, os dados indicam queda de crimes violentos.
Os pesquisadores também destacam que análises iniciais podem levar a interpretações equivocadas. Em um primeiro momento, os resultados sugeriam aumento de crimes patrimoniais após a legalização. No entanto, com ajustes metodológicos mais robustos, esse efeito deixou de ser estatisticamente significativo.
Outro ponto central é o chamado “efeito de defasagem”. Segundo o estudo, os impactos da legalização da cannabis se tornam mais evidentes apenas após alguns anos.
Por isso, recomenda-se cautela na avaliação de políticas públicas. Os resultados variam conforme o tempo de implementação, o modelo adotado e o contexto local.
O cenário brasileiro
No Brasil, o debate sobre a maconha ainda está concentrado no uso medicinal e farmacêutico. Em 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou regras para a produção da planta com fins medicinais, em cumprimento à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A autorização é restrita a pessoas jurídicas, com controle rigoroso, rastreabilidade e limite de THC de até 0,3% no caso do cânhamo industrial. O uso recreativo segue sem regulamentação no país.
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