Check-in digital passa a ser obrigatório em hotéis e pousadas de Goiás
Mudança promete resolver incômodos com demora no atendimento na chegada nos estabelecimentos

Desde a última segunda-feira (20), hotéis, pousadas e demais meios de hospedagem passaram a ser obrigados a adotar a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH Digital) em todo o Brasil.
Na prática, isso torna o check-in digital o novo padrão, substituindo definitivamente os tradicionais formulários em papel usados nas recepções.
A mudança promete resolver um dos principais incômodos enfrentados por viajantes: a demora no atendimento na chegada.
O tempo gasto preenchendo dados e assinando documentos tende a cair, especialmente em horários de pico, quando filas costumam se formar nos balcões.
Com o novo modelo, o hóspede pode inserir previamente suas informações pela internet, antes mesmo de chegar ao local.
Dados como nome completo, CPF, documento de identidade, endereço e contatos são enviados de forma digital, agilizando a validação presencial.
Destinos turísticos de Goiás devem sentir impacto direto
A mudança deve ter impacto mais evidente em municípios goianos com forte vocação turística e alta concentração de hotéis e pousadas.
Cidades como Caldas Novas e Rio Quente, conhecidas pelas águas termais, recebem milhares de visitantes ao longo do ano e concentram uma ampla rede de hospedagem.
Outro destaque é Pirenópolis, tradicional destino histórico e cultural, além de Alto Paraíso de Goiás e Cavalcante, na região da Chapada dos Veadeiros, que atraem turistas interessados em ecoturismo e experiências na natureza.
Nessas localidades, onde o fluxo de visitantes costuma ser intenso em feriados e períodos de alta temporada, a adoção do check-in digital pode ajudar a reduzir filas, otimizar o atendimento e melhorar a experiência dos hóspedes logo na chegada.
Adaptação ainda é desafio para parte do setor
Apesar de já estar em vigor, a implementação do sistema ainda não alcançou todos os estabelecimentos.
Disponibilizada desde novembro de 2025, a plataforma enfrenta dificuldades de adesão, principalmente entre pequenos empreendimentos.
De acordo com o Ministério do Turismo, pouco mais de 3,4 mil meios de hospedagem já utilizam a FNRH Digital. O número ainda é baixo diante dos mais de 19 mil estabelecimentos cadastrados no Cadastur.
Diante desse cenário, ainda há dúvidas sobre uma possível prorrogação do prazo, embora nenhuma decisão oficial tenha sido anunciada até o momento.
Como funciona o check-in digital
O processo começa logo após a confirmação da reserva. O viajante recebe um link por e-mail ou aplicativo para preencher os dados antecipadamente.
No caso da FNRH Digital, o acesso é feito via Gov.br, sendo necessário ter uma conta ativa com validação por CPF, biometria ou certificado digital.
Depois, basta informar os dados da estadia, preencher as informações pessoais e, em alguns casos, anexar um documento com foto.
O sistema também pode permitir a inclusão de preferências, como tipo de quarto ou forma de pagamento.
No dia da chegada, o hóspede apresenta um QR code ou confirmação digital, reduzindo o tempo de atendimento para menos de um minuto.
Cuidados antes de viajar
Para evitar imprevistos, a recomendação é realizar o check-in online com antecedência de 24 a 48 horas.
Também é importante verificar se o local escolhido já aderiu ao sistema, já que parte dos estabelecimentos ainda está em fase de adaptação.
Outro cuidado essencial é conferir se os dados informados estão corretos. Informações inconsistentes podem atrasar a liberação na recepção.
Em caso de problemas, o ideal é entrar em contato diretamente com o hotel ou com a plataforma de reserva para resolver a situação com mais rapidez.
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