Quanto custa morar em Goiânia? Levantamento mostra os bairros mais caros e os mais baratos
Estudou analisou mais de 45 mil anúncios de casas e apartamentos da capital, publicados em plataformas digitais de compra e venda

Quem acompanha as variações do mercado imobiliário já sabe: não é de hoje que Goiânia figura entre as cidades com o metro quadrado que mais se valoriza em todo Brasil. Em alguns setores, por exemplo, o preço médio de uma casa ou apartamento pode ultrapassar R$ 8 milhões.
É o que mostra um levantamento recente feito pela Loft e que analisou mais de 45 mil anúncios publicados em plataformas digitais de compra e venda ao longo do primeiro semestre de 2026.
Dos 102 bairros analisados, o que registrou o maior ticket médio foi o Residencial Aldeia do Vale, na região Nordeste de Goiânia. Até o fim de junho, um imóvel no condomínio fechado era anunciado pelo preço médio de R$ 8,3 milhões.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a média registrada era de R$ 5,5 milhões, a valorização chega a 50,2%.
Outro setor no qual os preços médios impressionam é o Residencial Jardins Munique. Quem almeja adquirir uma propriedade na região encontrará anúncios com preços médios de R$ 4,1 milhões.
Segundo o estudo, outros sete setores também tiveram médias acima de R$ 1 milhão, sendo eles: Setor Marista (R$ 1,843 milhão), Setor Sul (R$ 1,749 milhão), Jardim Goiás (R$ 1,342 milhão), Setor Oeste (R$ 1,280 milhão), Setor Bueno (R$ 1,194 milhão), Setor Gentil Meireles (R$ 1,101 milhão) e Jardim América (R$ 1,084 milhão).
Outra ponta do ranking
O levantamento também traz o extremo oposto, ou seja, os bairros da capital com os menores valores médios de imóveis para o primeiro semestre do ano. Nesse ranking, se destaca o Residencial Monte Pascoal, onde o valor ficou na casa dos R$ 330 mil.
O Residencial Santa Fé e o Setor Grajaú também se aparecem no ‘Top 3’ das regiões com oportunidades mais em conta, girando em torno de R$ 357 mil e R$ 366 mil, respectivamente.
Outro ponto interessante apontado pelo levantamento foi a presença de dois setores tradicionais da capital entre os dez com as menores médias de preço.
Na 7ª posição aparece o Setor Leste Vila Nova, onde as casas e apartamentos anunciados giram em torno de R$ 584 mil. O Parque Amazônia ficou na 10ª posição, com imóveis sendo oferecidos por volta de R$ 672 mil.
Completam a lista de menores médias os setores Córrego Fundo (R$ 496 mil), Vila Rosa (R$ 526 mil), Jardim Petrópolis (R$ 557 mil), Residencial Morumbi (R$ 588 mil) e Parque Santa Rita (R$ 625 mil).
Para Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, os dados mostram que a maior valorização tem ocorrido justamente nos segmentos extremos do mercado imobiliário da capital.
“Goiânia apresenta uma dinâmica particular: os condomínios de altíssimo padrão e os bairros populares em expansão se valorizam com força, enquanto os setores tradicionais de médio e alto padrão mostram acomodação ou queda. Isso indica uma bifurcação do mercado, com a demanda se concentrando nos polos da pirâmide de preços”, disse.
O levantamento considerou anúncios residenciais de venda publicados entre janeiro e junho de 2026. Para a análise por bairro, foram considerados apenas bairros com ao menos 50 anúncios ativos no semestre.
O tíquete médio de cada bairro foi calculado como média ponderada pelo volume de anúncios em cada mês do período.
Confira a seguir a lista dos bairros com os valores mais caros e mais baratos, conforme o levantamento da Loft:

(Foto: Edição/ Portal 6)

(Foto: Edição/ Portal 6)
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