Motorista da Uber é cancelado após ficar comprovado que ele estava fazendo os passageiros pagarem mais pelas corridas

Registros de GPS apontaram mudanças injustificadas nas rotas, e a Uber excluiu o motorista após passageiros pagarem mais pelas viagens

Gustavo de Souza -
Motorista da Uber é cancelado após ficar comprovado que ele estava fazendo os passageiros pagarem mais pelas corridas
(Foto: Ilustração/charlesdeluvio/Unsplash)

Uma sequência de viagens na Uber fora do padrão, identificada por meio de registros digitais, terminou em uma disputa judicial em Minas Gerais. O caso chegou à segunda instância após o profissional tentar recuperar o acesso a sua conta.

O motorista foi excluído da plataforma depois que a empresa constatou alterações injustificadas nas rotas indicadas pelo aplicativo. Segundo o processo, os desvios faziam os passageiros pagarem valores maiores pelas corridas.

A decisão de manter o desligamento foi tomada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Os desembargadores entenderam que a empresa apresentou elementos suficientes para comprovar o descumprimento das regras do aplicativo.

Diferença chegava a R$ 15

A Uber comparou os trajetos sugeridos com os caminhos efetivamente percorridos. Para isso, foram analisados registros de GPS e informações armazenadas no sistema.

O processo cita quatro viagens realizadas entre novembro e dezembro de 2024. Nos exemplos avaliados, a diferença entre o preço inicialmente estimado e o valor cobrado ao final chegou a uma média próxima de R$ 15.

O motorista alegou que fatores como trânsito intenso, obras e intervenções nas vias poderiam justificar as mudanças. A Justiça, porém, considerou que os desvios ocorreram de maneira deliberada.

Recurso foi negado

O profissional também afirmou que trabalhava na plataforma havia mais de 3 mil corridas e mantinha boa avaliação entre os usuários. Além disso, pediu indenização por danos morais e materiais.

Os pedidos foram rejeitados. Para o TJMG, o histórico positivo não afastou as irregularidades identificadas, e a exclusão do perfil não representou abuso por parte da empresa.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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