Após 21 dias presa, estudante de Direito de Trindade tem prisão preventiva revogada pela Justiça
Defesa sustenta que jovem foi vítima de erro de identificação, enquanto Polícia Civil do Amapá afirma que não houve troca de nomes nem prisão indevida

Moradora de Trindade, ela havia sido presa no dia 2 de julho durante o cumprimento de um mandado expedido no âmbito de uma investigação da Polícia Civil do Amapá que apura a atuação de um grupo suspeito de estelionato.
Na decisão que determinou a soltura, a magistrada considerou que a semelhança entre os nomes, aliada à ausência de indícios de recebimento de valores ou de contato da estudante com os demais investigados, não era suficiente para justificar a manutenção da prisão preventiva.
A defesa sustenta que Ellen foi vítima de um erro de identificação e afirma ter colaborado com as investigações ao entregar voluntariamente o celular da estudante, senhas bancárias e outros documentos.
Segundo os advogados, a família buscou demonstrar que ela não possui qualquer vínculo com a organização investigada.
Em entrevista à TV Anhanguera, o pai da jovem afirmou que a filha “está pagando por um crime que não cometeu”. Já a mãe disse que Ellen foi criada em um lar cristão e nunca teve envolvimento com atividades criminosas.
Polícia Civil nega erro
Segundo a corporação, a prisão preventiva e os mandados de busca foram expedidos após representação da autoridade policial, manifestação do Ministério Público e decisão judicial.
A polícia também informou que a investigação continua em andamento e que os envolvidos poderão responder por estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Outros dois investigados, os goianos Marcos Vinicius Souza Takahashi e Mauro Mayer de Castro Oliveira, seguem foragidos.

Justiça manda soltar jovem formada em Direito suspeita de integrar grupo que movimentou R$ 7 milhões em golpes | O Popular – Veja mais em: https://opopular.com.br/cidades/justica-manda-soltar-jovem-formada-em-direito-suspeita-de-integrar-grupo-que-movimentou-r-7-milh-es-em-golpes-1.3437187
MP cita sigilo
Também em nota, o Ministério Público do Amapá informou que o procedimento tramita sob sigilo judicial e que sua atuação se restringiu à análise técnica dos elementos apresentados pela investigação e à manifestação sobre as medidas cautelares.
O órgão acrescentou que as alegações da defesa serão apreciadas no decorrer do processo, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
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