Feijão-carioca, feijão-preto, feijão-fradinho ou feijão-de-corda: veja a diferença e qual é o melhor para comprar no supermercado
Escolha depende do prato, do tempo disponível para o preparo e das características que cada variedade oferece à alimentação

Poucos alimentos ocupam um espaço tão constante na mesa dos brasileiros quanto o feijão. Embora os grãos pareçam semelhantes nas prateleiras, cada variedade tem sabor, textura, tempo de cozimento e combinações culinárias próprias.
Feijão-carioca e feijão-preto costumam aparecer nas refeições do dia a dia.
Já o fradinho e o feijão-de-corda são mais presentes em saladas, farofas, baião de dois e receitas regionais.
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Na hora da compra, não existe uma opção universalmente superior.
A melhor escolha depende do prato que será preparado, da preferência da família e das condições do produto dentro da embalagem.
Feijão-carioca
Apesar do nome, o feijão-carioca não surgiu no Rio de Janeiro.
Ele é reconhecido pela casca bege com listras marrons e pelo caldo claro, que fica mais encorpado depois do cozimento.
O sabor suave facilita a combinação com arroz, carnes, legumes e temperos variados.
Por isso, é uma das opções mais usadas nas refeições cotidianas.
Quando fresco, o grão costuma cozinhar com mais facilidade e produzir um caldo cremoso.
Grãos muito antigos podem demorar mais para amolecer, mesmo após ficarem de molho.
Feijão-preto
De casca escura e sabor mais intenso, o feijão-preto forma um caldo encorpado e de coloração profunda.
Ele é tradicionalmente associado à feijoada, mas também pode ser consumido diariamente com arroz.
A textura tende a permanecer firme quando o tempo de cozimento é bem controlado.
No entanto, o resultado varia conforme a idade do grão e o período em que ele ficou armazenado.
Do ponto de vista nutricional, é fonte de proteínas vegetais, fibras, ferro e outros minerais.
Para aproveitar melhor o ferro presente no feijão, a refeição pode incluir alimentos ricos em vitamina C.
Feijão-fradinho
O feijão-fradinho tem coloração clara e uma pequena mancha escura próxima ao ponto de germinação.
Seu caldo é mais leve e os grãos costumam permanecer inteiros depois de cozidos.
Essa característica torna a variedade adequada para saladas, vinagretes, acarajé e acompanhamentos frios.
O sabor é marcante, mas menos cremoso do que o do feijão-carioca ou do preto.
O tempo de cozimento costuma ser menor, especialmente quando os grãos são novos.
Ainda assim, é necessário acompanhar o preparo para evitar que se desfaçam.
Feijão-de-corda
Muito consumido nas regiões Norte e Nordeste, o feijão-de-corda pertence ao mesmo grupo do feijão-fradinho.
A principal diferença está na aparência, no estágio de colheita e nas variedades comercializadas em cada região.
Ele pode ser encontrado seco, verde ou ainda dentro das vagens.
Quando verde, apresenta sabor mais fresco e textura macia, sendo usado em receitas como baião de dois, arrumadinho e feijão-tropeiro regional.
O grão também pode ser combinado com queijo coalho, carne seca, manteiga de garrafa e farinha.
O resultado costuma ser menos caldoso e mais soltinho.
Qual é o melhor para comprar?
Para refeições tradicionais com arroz, o feijão-carioca e o preto são opções práticas.
O primeiro tem sabor mais neutro, enquanto o segundo oferece caldo mais escuro e intenso.
O fradinho é indicado para saladas e pratos em que os grãos precisam permanecer firmes.
Já o feijão-de-corda funciona bem em receitas regionais, especialmente quando encontrado fresco ou verde.
Na comparação nutricional, as diferenças não são grandes o suficiente para apontar um vencedor absoluto.
Todos podem fornecer fibras, proteínas vegetais, carboidratos, vitaminas e minerais dentro de uma alimentação equilibrada.
Por isso, o melhor feijão é aquele que combina com a receita, apresenta boa qualidade e pode ser consumido regularmente.
Como escolher no supermercado
Antes de colocar o pacote no carrinho, observe se os grãos têm tamanho e coloração uniformes.
Embalagens com excesso de grãos quebrados, pó, insetos ou sinais de umidade devem ser evitadas.
Também é importante conferir a data de validade e, quando disponível, a data de embalagem.
Quanto mais antigo estiver o produto, maior pode ser o tempo necessário para o cozimento.
Depois de aberto, o feijão deve ser armazenado em recipiente seco, limpo e bem fechado.
O local precisa permanecer protegido do calor, da umidade e da luz direta.
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