Feijão-carioca, feijão-preto, feijão-fradinho ou feijão-de-corda: veja a diferença e qual é o melhor para comprar no supermercado

Escolha depende do prato, do tempo disponível para o preparo e das características que cada variedade oferece à alimentação

Layne Brito -
a diferença e qual é o melhor para comprar
(Foto: Reprodução)

Poucos alimentos ocupam um espaço tão constante na mesa dos brasileiros quanto o feijão. Embora os grãos pareçam semelhantes nas prateleiras, cada variedade tem sabor, textura, tempo de cozimento e combinações culinárias próprias.

Feijão-carioca e feijão-preto costumam aparecer nas refeições do dia a dia.

Já o fradinho e o feijão-de-corda são mais presentes em saladas, farofas, baião de dois e receitas regionais.

Na hora da compra, não existe uma opção universalmente superior.

A melhor escolha depende do prato que será preparado, da preferência da família e das condições do produto dentro da embalagem.

Feijão-carioca

Apesar do nome, o feijão-carioca não surgiu no Rio de Janeiro.

Ele é reconhecido pela casca bege com listras marrons e pelo caldo claro, que fica mais encorpado depois do cozimento.

O sabor suave facilita a combinação com arroz, carnes, legumes e temperos variados.

Por isso, é uma das opções mais usadas nas refeições cotidianas.

Quando fresco, o grão costuma cozinhar com mais facilidade e produzir um caldo cremoso.

Grãos muito antigos podem demorar mais para amolecer, mesmo após ficarem de molho.

Feijão-preto

De casca escura e sabor mais intenso, o feijão-preto forma um caldo encorpado e de coloração profunda.

Ele é tradicionalmente associado à feijoada, mas também pode ser consumido diariamente com arroz.

A textura tende a permanecer firme quando o tempo de cozimento é bem controlado.

No entanto, o resultado varia conforme a idade do grão e o período em que ele ficou armazenado.

Do ponto de vista nutricional, é fonte de proteínas vegetais, fibras, ferro e outros minerais.

Para aproveitar melhor o ferro presente no feijão, a refeição pode incluir alimentos ricos em vitamina C.

Feijão-fradinho

O feijão-fradinho tem coloração clara e uma pequena mancha escura próxima ao ponto de germinação.

Seu caldo é mais leve e os grãos costumam permanecer inteiros depois de cozidos.

Essa característica torna a variedade adequada para saladas, vinagretes, acarajé e acompanhamentos frios.

O sabor é marcante, mas menos cremoso do que o do feijão-carioca ou do preto.

O tempo de cozimento costuma ser menor, especialmente quando os grãos são novos.

Ainda assim, é necessário acompanhar o preparo para evitar que se desfaçam.

Feijão-de-corda

Muito consumido nas regiões Norte e Nordeste, o feijão-de-corda pertence ao mesmo grupo do feijão-fradinho.

A principal diferença está na aparência, no estágio de colheita e nas variedades comercializadas em cada região.

Ele pode ser encontrado seco, verde ou ainda dentro das vagens.

Quando verde, apresenta sabor mais fresco e textura macia, sendo usado em receitas como baião de dois, arrumadinho e feijão-tropeiro regional.

O grão também pode ser combinado com queijo coalho, carne seca, manteiga de garrafa e farinha.

O resultado costuma ser menos caldoso e mais soltinho.

Qual é o melhor para comprar?

Para refeições tradicionais com arroz, o feijão-carioca e o preto são opções práticas.

O primeiro tem sabor mais neutro, enquanto o segundo oferece caldo mais escuro e intenso.

O fradinho é indicado para saladas e pratos em que os grãos precisam permanecer firmes.

Já o feijão-de-corda funciona bem em receitas regionais, especialmente quando encontrado fresco ou verde.

Na comparação nutricional, as diferenças não são grandes o suficiente para apontar um vencedor absoluto.

Todos podem fornecer fibras, proteínas vegetais, carboidratos, vitaminas e minerais dentro de uma alimentação equilibrada.

Por isso, o melhor feijão é aquele que combina com a receita, apresenta boa qualidade e pode ser consumido regularmente.

Como escolher no supermercado

Antes de colocar o pacote no carrinho, observe se os grãos têm tamanho e coloração uniformes.

Embalagens com excesso de grãos quebrados, pó, insetos ou sinais de umidade devem ser evitadas.

Também é importante conferir a data de validade e, quando disponível, a data de embalagem.

Quanto mais antigo estiver o produto, maior pode ser o tempo necessário para o cozimento.

Depois de aberto, o feijão deve ser armazenado em recipiente seco, limpo e bem fechado.

O local precisa permanecer protegido do calor, da umidade e da luz direta.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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