Como melhorar a potência do chuveiro sem precisar comprar outro, segundo técnicos
Antes de culpar o aparelho, alguns sinais ajudam a descobrir por que o banho perdeu força e conforto com o passar do tempo
Quando o chuveiro começa a esquentar menos ou a liberar pouca água, muitas pessoas concluem que chegou a hora de comprar um aparelho novo.
Entretanto, o problema nem sempre está na potência nominal. Sujeira acumulada, baixa pressão, registro parcialmente fechado e falhas na instalação podem reduzir o desempenho percebido durante o banho.
Limpe os furos do espalhador
O primeiro passo é observar se a água sai de maneira uniforme por todos os furos.
Minerais presentes na água e pequenas partículas da tubulação podem bloquear o espalhador. Com menos saídas disponíveis, os jatos ficam irregulares e o banho parece mais fraco.
Os manuais da Lorenzetti orientam a limpeza do espalhador quando o fluxo estiver prejudicado. Antes de desmontar qualquer parte, é necessário desligar o disjuntor do circuito do chuveiro.
Depois da limpeza e da remontagem, a fabricante recomenda deixar a água correr antes de religar a energia. Isso ajuda a remover os resíduos soltos e evita que o aparelho funcione sem água.
Verifique a entrada e a pressão da água
Mesmo um chuveiro potente apresentará desempenho ruim quando recebe pouca água.
Primeiramente, abra completamente o registro e observe se outros pontos da casa também estão com vazão reduzida. Caso torneiras e descargas estejam fracas, o problema pode estar na caixa-d’água, no encanamento ou no abastecimento.
A altura entre a caixa e o chuveiro também interfere na pressão. Cada aparelho possui uma faixa mínima e máxima indicada pelo fabricante. Um modelo da Lorenzetti, por exemplo, exige pressão mínima equivalente a aproximadamente um metro de coluna d’água, embora o valor varie entre os produtos.
Quando a pressão da residência é naturalmente baixa, um técnico pode avaliar a instalação de um pressurizador compatível. O equipamento não aumenta a potência elétrica, mas pode melhorar a força dos jatos.
Veja se existe sujeira na tubulação
Resíduos transportados pela água podem se acumular na entrada do chuveiro e limitar a passagem.
Alguns aparelhos possuem tela retentora ou filtro interno. Nesse caso, a limpeza deve seguir exatamente o manual do modelo.
A Lorenzetti alerta que sujeiras e resíduos presentes na água podem prejudicar o funcionamento do produto. Por isso, a fabricante orienta deixar a água correr antes da instalação para expulsar partículas existentes na tubulação.
Não se deve furar, cortar ou retirar peças internas sem autorização do fabricante. Alguns componentes controlam a pressão e ajudam a proteger o aparelho.
Ajuste corretamente a vazão
Nos chuveiros elétricos, a temperatura depende da relação entre a potência do aparelho e a quantidade de água que passa pela resistência.
Quando o registro fica muito aberto, uma quantidade maior de água atravessa o sistema e pode sair menos aquecida. Reduzir moderadamente a vazão pode aumentar a temperatura.
Por outro lado, fechar demais o registro gera jatos fracos e pode prejudicar o funcionamento. O ideal é fazer pequenos ajustes até encontrar um equilíbrio confortável.
Manuais de aparelhos elétricos confirmam que a temperatura de saída pode ser regulada por meio do registro, aumentando ou diminuindo a vazão.
Use a posição de temperatura adequada
Modelos com seletor verão, morno e inverno utilizam níveis diferentes de aquecimento.
Em dias frios, deixar o aparelho na posição de menor potência e tentar compensar fechando excessivamente o registro pode produzir um banho desconfortável.
A mudança deve seguir as instruções do fabricante. Em chuveiros que não permitem ajuste durante o funcionamento, a pessoa precisa fechar a água ou desligar o aparelho antes de trocar a posição.
Já modelos eletrônicos costumam permitir uma regulagem gradual. Ainda assim, o manual deve ser consultado, pois o funcionamento muda entre marcas e linhas.
A resistência pode estar desgastada?
A resistência normalmente funciona ou rompe, interrompendo o aquecimento. Porém, conexões deterioradas, contatos inadequados e peças incompatíveis podem comprometer o desempenho e a segurança.
Caso seja necessária a substituição, deve-se instalar apenas a resistência indicada para o modelo, a tensão e a potência do aparelho.
Colocar uma resistência mais potente não representa uma forma segura de “turbinar” o chuveiro. A alteração pode exigir cabos e disjuntor diferentes, provocar superaquecimento e eliminar as proteções previstas no projeto.
A troca deve ocorrer com o circuito desligado e seguindo o manual. Quando houver sinais de fios escurecidos, cheiro de queimado ou conectores derretidos, o uso precisa ser interrompido até a avaliação de um eletricista.
Revise a instalação elétrica
Uma instalação inadequada pode fazer o chuveiro esquentar menos e criar riscos graves.
O aparelho deve receber a tensão indicada, seja 127 V ou 220 V. Além disso, precisa ter circuito exclusivo, cabos dimensionados para sua potência, disjuntor correto, aterramento e dispositivo diferencial residual, conhecido como DR.
Manuais de instalação determinam uma linha direta e exclusiva desde o quadro de distribuição e proíbem o uso de tomadas ou plugues comuns.
Quedas de tensão, emendas malfeitas e fios muito finos reduzem o desempenho e podem aquecer a fiação. Somente um eletricista deve abrir conexões e realizar medições.
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