Não é 18 °C, nem 24 °C: a temperatura ideal do ar-condicionado para manter a casa fresca e economizar na conta de energia, segundo técnicos
Temperatura ideal do ar-condicionado fica em 23 °C, faixa que reduz o esforço do aparelho sem abrir mão do conforto nos dias mais quentes

A temperatura ideal do ar-condicionado para equilibrar conforto e consumo de energia fica em 23 °C. A recomendação contraria o hábito de ajustar o aparelho para 18 °C na tentativa de gelar a casa mais rapidamente.
Ao selecionar uma temperatura muito baixa, o equipamento permanece trabalhando por mais tempo para alcançar o valor indicado. Consequentemente, o compressor exige mais eletricidade e aumenta o impacto na conta de luz.
Por outro lado, os 24 °C podem agradar algumas pessoas, sobretudo em ambientes menores ou durante a noite. Ainda assim, a regulagem em 23 °C surge como referência técnica para unir sensação agradável e eficiência energética.
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O resultado também depende das condições do cômodo. Tamanho, incidência solar, quantidade de pessoas e vedação de portas e janelas interferem diretamente no desempenho.
Por que 18 °C não esfria a casa mais rápido
Muitas pessoas acreditam que colocar o ar-condicionado em 18 °C acelera o resfriamento. Porém, a maioria dos aparelhos não aumenta a potência apenas porque o usuário escolheu uma temperatura mais baixa.
Na prática, o sistema começa a retirar calor do ambiente e continua funcionando até se aproximar do valor marcado no controle. Portanto, escolher 18 °C faz o equipamento trabalhar por mais tempo.
Em um aparelho convencional, o compressor liga e desliga conforme a temperatura varia. Já os modelos inverter ajustam a velocidade para manter o ambiente estável.
Mesmo assim, nenhum dos dois sistemas consegue ignorar as limitações do cômodo. Se houver portas abertas, sol direto ou capacidade insuficiente, o aparelho enfrentará mais dificuldade.
Temperatura ideal do ar-condicionado ajuda a economizar
Ao regular o equipamento em 23 °C, o usuário reduz a diferença entre a temperatura externa e a desejada dentro da casa. Assim, o sistema precisa realizar menos esforço para manter o conforto.
Essa diferença ganha importância nos dias muito quentes. Quanto mais distante estiver a regulagem da temperatura externa, maior tende a ser a carga de trabalho do aparelho.
No entanto, não existe uma economia fixa para todas as residências. O consumo varia conforme o modelo, a potência, o tempo de uso e a tarifa de energia da região.
O Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro permite comparar modelos e consultar o consumo energético informado para cada equipamento. Por isso, observar a etiqueta antes da compra ajuda a evitar gastos maiores no futuro.
Capacidade do aparelho faz diferença
A temperatura correta não compensa um aparelho mal dimensionado. Um modelo com poucos BTUs pode permanecer ligado continuamente sem resfriar o cômodo de forma satisfatória.
Já um equipamento muito potente pode baixar a temperatura rapidamente e desligar antes de retirar umidade suficiente do ar. Dessa maneira, o ambiente fica frio, mas ainda transmite sensação úmida e desconfortável.
Para escolher a capacidade, é necessário considerar a metragem do espaço. Além disso, entram no cálculo a quantidade de moradores, aparelhos eletrônicos, janelas e exposição ao sol.
Cozinhas, escritórios e salas com muitos equipamentos costumam exigir maior capacidade. Afinal, eletrodomésticos e computadores também liberam calor.
Filtros sujos aumentam o esforço
A limpeza dos filtros representa outro cuidado essencial. Com o acúmulo de poeira, o ar encontra dificuldade para atravessar o sistema.
Consequentemente, o equipamento demora mais para climatizar o ambiente. Além disso, a sujeira pode prejudicar a qualidade do ar e antecipar problemas de manutenção.
A frequência da limpeza depende do uso e das características da casa. Ambientes com animais, fumaça ou muita poeira podem exigir atenção mais constante.
O manual do fabricante informa como retirar e higienizar os filtros. Em geral, o usuário deve desligar o equipamento antes de iniciar qualquer limpeza.
Portas e janelas devem permanecer fechadas
A vedação ajuda a conservar o ar frio dentro do cômodo. Por isso, portas e janelas abertas obrigam o sistema a compensar continuamente a entrada de calor.
Cortinas e persianas também ajudam durante os horários de sol mais forte. Ao bloquear parte da radiação solar, elas reduzem o aquecimento das paredes, dos móveis e do piso.
Além disso, frestas em janelas podem provocar perdas de eficiência. Nesse caso, borrachas de vedação e pequenos ajustes diminuem a troca de ar com o exterior.
No entanto, o cômodo não precisa permanecer fechado durante todo o dia. Antes de ligar o aparelho, vale renovar o ar por alguns minutos e fechar o ambiente em seguida.
Ventilador pode trabalhar junto com o aparelho
O ventilador ajuda a distribuir o ar fresco pelo cômodo. Dessa forma, algumas pessoas conseguem manter o ar-condicionado em uma temperatura mais alta sem perder conforto.
A circulação do ar aumenta a evaporação do suor e melhora a sensação térmica sobre a pele. Porém, o ventilador não reduz a temperatura real do ambiente.
Por esse motivo, ele deve ficar ligado apenas quando houver pessoas no cômodo. Deixá-lo funcionando em um espaço vazio apenas aumenta o consumo.
Segundo a Energy Star, elevar o termostato em dois graus e usar um ventilador de teto pode reduzir os custos com refrigeração em determinadas condições. O resultado real, contudo, varia entre residências e equipamentos.
Modo econômico pode reduzir oscilações
Alguns aparelhos oferecem funções como Eco, Sleep e Timer. Esses modos ajustam o funcionamento ao longo do tempo e evitam mudanças desnecessárias na regulagem.
Durante a madrugada, por exemplo, o corpo pode precisar de menos refrigeração. O modo Sleep aumenta gradualmente a temperatura e impede que o quarto fique frio demais.
Já o Timer permite programar o desligamento. Assim, o aparelho não permanece funcionando durante horas depois que o morador adormece ou deixa o cômodo.
Modelos inverter também ajustam a velocidade do compressor. Em vez de ligar e desligar repetidamente, eles reduzem a potência ao atingir a temperatura desejada.
Hábitos simples melhoram o resultado
Antes de ligar o aparelho, o morador pode fechar cortinas e retirar fontes desnecessárias de calor. Lâmpadas antigas e equipamentos ligados também aquecem o ambiente.
Depois, basta ajustar a temperatura ideal do ar-condicionado para 23 °C e aguardar o equipamento resfriar o espaço. Baixar para 18 °C não tornará esse processo instantâneo.
Manter os filtros limpos, escolher um modelo eficiente e respeitar a capacidade indicada para o cômodo também ajuda. Juntas, essas medidas reduzem o esforço do sistema e tornam o uso mais confortável.
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