De mulheres fortes a pit dog: o que elenco de novela da Globo levou de Goiás após sete meses de “Coração Acelerado”
Trama, já nas últimas semanas, celebrou espetáculo com Ana Castela, Daniel e Chitãozinho & Xororó em Goiânia

Quase sete meses após a estreia de “Coração Acelerado”, novela das 7 da Globo que retrata o universo da música sertaneja em Goiás, o elenco voltou ao estado para celebrar um espetáculo com Ana Castela, Daniel e a dupla Chitãozinho & Xororó.
O show aconteceu na noite desta sexta-feira (31) no Espaço Dois Ipês, em Goiânia – onde, além de celebrar as músicas que marcaram a trama, os atores apontaram quais foram as maiores surpresas que encontraram em Goiás.
Filipe Bragança, que viveu o protagonista João Raúl, já é goiano. Nasceu e viveu na capital até os 12 anos, quando conquistou a chance de estrear na televisão e se mudou para São Paulo em busca do sonho. Hoje aos 25 anos, algumas raízes se mantêm.
Em coletiva de imprensa, Filipe contou que não torce especialmente para nenhum time, mas a família é toda vila-novense.
“Como eu sou daqui, eu tenho conhecimentos e referências muito grandes sobre a cidade, o estado, da minha infância e da minha história que quis levar para a novela”, relatou.
A primeira aparição do Tigrão aconteceu logo nos primeiros episódios, em um boné, que Filipe revelou ter encontrado ao acaso durante gravações em Caldas Novas.
“Saí para dar uma volta na cidade, entrei em uma lojinha e tinha um boné do Vila. Falei ‘é isso’, levei para a figurinista e disse para envelhecermos, para parecer surrado”.
Já tendo estudado em alguns colégios durante a infância na capital – no Gotinhas do Saber, Escola Arte Vida, e no Instituto Maria Auxiliadora – o ator diz que voltar a Goiânia ajudou inclusive a recuperar o sotaque depois de tanto tempo longe.
Ao Portal 6, Filipe compartilhou que a novela também foi a chance de revisitar algumas cidades e conhecer outras.
Ele recordou que já fez uma propaganda para a Prefeitura de Itumbiara, no Sul goiano, e também relatou já ter viajado antes a Alto Paraíso de Goiás, na Chapada dos Veadeiros. “Caldas Novas, fui a minha infância inteira”.
A novidade foi a cidade de Zezé di Camargo. “Essa novela me apresentou Pirenópolis, que eu não conhecia. Fiquei apaixonado, aproveitei, curti a cidade e quero voltar em algum momento sem estar trabalhando”.
Primeiras impressões
Para os outros atores, “Coração Acelerado” trouxe o desafio de explorar um estado até então sem muitas ligações pessoais. Cada um revelou levar percepções diferentes do que conheceu durante as gravações.
Isadora Cruz, que interpreta a protagonista Agrado, considerou uma grande surpresa descobrir a conexão dos goianos com a natureza.
“Encontrei pessoas tão sensíveis, tão presentes, tão humanas. Tive trocas com pessoas maravilhosas que me inspiraram muito para encontrar a energia e o espírito da Agrado”.
“Fiquei encantada com essa cultura, muito rica. A culinária maravilhosa, os lugares, as paisagens, tudo tão rico. Foi uma alegria mergulhar em um universo tão distante para mim como paraibana”.
A culinária também chamou a atenção de Isabelle Drummond, que deu vida à vilã Naiane. “Eu fui [em um pit dog] ali na Rua 10. Eu sou já meio goiana”, brincou.
A atriz revelou que propôs o lanche aos colegas na última quinta-feira (30), depois de chegar à capital, e também foi a responsável por guiar o grupo ao lado de Filipe.
Oficialmente patrimônio cultural imaterial de Goiás desde 2020, os famosos pit dogs foram escolha frequente da personagem Naiane ao longo da novela – e o local parece também ter conquistado a intérprete.
“Eu amo pit dog. Na verdade, me disseram que pit dog é o lugar, e que o sanduíche é o X-salada, então eu amo o X-salada”, afirmou Isabelle.
Entre as cenas marcantes que ela levou de Goiás durante as gravações, a atriz destacou o pôr do sol que registraram em um rooftop da capital e as cachoeiras de Pirenópolis.
Para Gabz, que deu vida à cantora Duda, da dupla sertaneja com Agrado, o ponto alto de Goiás foi a força da mulher goiana. Ela considera que um dos maiores presentes de ser atriz é se aprofundar sobre a identidade brasileira.
“Através da Eduarda, eu pude compreender e aprender sobre o movimento negro do estado de Goiás, que é muito importante darmos luz sobre isso”, contou.
Gabz detalhou ao Portal 6: “aqui é um estado onde eu vi a presença feminina, uma presença muito forte. Mulheres à frente de negócios, de suas famílias, com muito ímpeto para fazer o que têm que fazer. Mulheres sem nenhum pudor de falar sobre os seus sentimentos. Eu acho que isso foi um aprendizado muito grande”.
Ela descreve que a tarefa foi desafiadora, pois se descreve como “carioca da gema”, mas veio como uma boa surpresa. “Priorizamos a memória desse lugar, porque queremos fazer um trabalho bonito para que as pessoas desse lugar se sintam honradas e representadas”.
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